segunda-feira, 28 de maio de 2012

Espaço e lazer na cidade de Ijuí


Texto publicado originalmente no Blog do Teobaldo Branco,
 no Portal Ijuí.Com, no dia 14/05/2012. Disponível em: 
(Publicado em nosso Blog com a devida autorização do autor).

 A vida urbana oferece muitos recursos, mas ninguém consegue viver  preso dentro de casa ou em cima de pedras, a vida toda.
Lazer são ocupações que as pessoas se entregam de livre vontade, tanto para descansar, repousar, recrear e entreter-se ou para desenvolver informações desinteressadas voluntariamente livres, sendo uma necessidade de relaxamento, após sair das obrigações de trabalho, aos fins de semana e feriados.


Percebe-se que aos sábados, domingos ou feriados no Campus da Unijuí  há  grande quantidade de pessoas da cidade  lá, com suas famílias.
Os adultos tomando mate e dialogando, as crianças de bicicleta ou brincando com bolas e outros brinquedos, pessoas caminhando;  uma descontração licita e aconselhável.

 Ali as pessoas se conhecem, vivem juntos, refletem e aprendem a ser. Muito bom. Como é importante o município ter espaços para dispor ao povo da cidade um lugar  para  as pessoas viver.   Os grandes projetos  são aqueles que também pensam na vida e bem estar do cidadão.   Ijuí é carente de espaço público para o encontro e convívio da população.
 Vejo também a grande lotação na Fonte Ijuí em épocas de verão, mesmo que pouco distante; vezes de não se conseguir lugar para permanecer lá, de tanta gente.   Sabemos que somente dentro de casa ninguém aguenta. A vida urbana é assim.
Existem locais com valor admirável dentro da cidade, como é o caso do Bosque São Geraldo.
O Bosque tem quase três hectares de área e para a cidade de Ijuí é um local valioso em todos os sentidos.
O seu valor natural, além do lazer, para a saúde  e pesquisas relacionadas a vida vegetal , animal e humana.
A importância do oxigênio do ar  e da energia fornecida pela natureza das matas nativas existente no Bosque, não tem como deixar de falar em saúde e qualidade de vida. O Bosque São Geraldo é o cartão de visitas localizado no centro da cidade, esquecido, de grande  importância, mas parece o fundo do pátio da casa, talvez porque investimento nisso  não vai gerar lucro, não é prioridade.



É inadmissível não aproveitar uma área nobre para criar além do lazer, um laboratório, pequeno zoológico, praça com área esportiva  e passeio para caminhada, etc.,  importante para a educação, saúde e lazer, sendo um espaço que não está sendo valorizado  como  um dos maiores patrimônios  natural  para lazer e pesquisa.






 Também se percebe, que não há um  comprometimento com o meio ambiente de modo geral da população com a natureza limpa, no local do bosque.
 Outro local é a  área pública do Itaí que está abandonada com um espaço maravilhoso, com torneiras de água mineral, ao lado do Rio Ijuí, com matas e riacho a disposição da sociedade, esperando surgir uma inteligência para elaborar  projetos e criar  um mundo onde  as pessoas possam recrear. Assim, tanto outros lugares.
Os aspectos culturais de cada cidade se vê de longe ao chegar nela, que está a cargo dos administradores, que definem as prioridades do município. A aparência e aproveitamento dos espaços justificam como a cidade foi construída, desde ruas, passeios, praças e áreas de lazer etc..
Considera-se Ijuí ser uma cidade centro regional por ter uma das melhores universidades do sul do país, com centro regional de saúde, uma cadeia de indústrias, comércio que atende a toda região, representações públicas, estadual e federal, com várias unidades de militares na cidade, escolas e preparação para o trabalho, maior organização cultural étnica do país, enfim, um município que devia cuidar da sua aparência.
Áreas de lazer e limpeza pública também faz parte do cidadão e da organização da família.

domingo, 27 de maio de 2012

Museu Antropológico Diretor Pestana - MADP de Ijuí completou 51 anos de existência!


Texto escrito por Stela Zambiazi de Oliveira
(Publicado originalmente no dia 26 de maio de 2012, no Portal Ijuí.Com – Disponível em: http://www.ijui.com/especiais/artigos/35103-museu-antropologico-diretor-pestana-os-seus-51-anos-por-stela-zambiazi-

O Museu Antropológico Diretor Pestana, mantido pela Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado – FIDENE, foi criado em 25 de maio de 1961, com o objetivo de resgatar e preservar a memória regional, promover a cultura, a educação e o lazer.
Stela Mariz Zambiazi de Oliveira
  é a atual diretora do MADP
Hoje, dia 25 de maio, o Museu Antropológico Diretor Pestana - MADP - está de aniversário.
São 51 anos de sonhos e ideais, sempre com o objetivo de buscar maior visibilidade a esta instituição de memória, atraindo os mais diversos segmentos sociais, seja através de exposições ou de outras ações educativas desenvolvidas com o intuito de disseminar conhecimentos ou oferecer formas de laser e entretimento, como um processo capaz de incentivar novos diálogos.
O Museu é um lugar de aprendizado, é um lugar vivo, de socialização. Nele nós preservamos a memória das identidades individuais e das memórias coletivas e culturais. Muito do passado das gerações que por aqui passaram estão preservadas pelo Museu. São peças museológicas e documentais que ao longo destes 51 anos foram preservados junto ao acervo.
A Semana de Aniversário do Museu iniciou sua programação no dia 17 de maio encerrando-se hoje. Foram várias atividades desenvolvidas nestes dias. Como atividade paralela a Exposição “Conhecer para Preservar: plantas medicinais e aromáticas e princípios bioativos”, acontecerá uma palestra sobre o preparo e uso de plantas medicinais, com a professora da UNIJUÍ, Chistiane Coleto, hoje, dia 25 de maio, no Auditório do Museu, às 19h30min.
 O museu conta hoje com nove técnicos-administrativos e dois estagiários. É dirigido pela Diretora Stela Mariz Zambiazi de Oliveira, conta com a seguinte equipe: Museologa, Educadora do Museu, Arquivista, Técnico Fotógrafo/Laboratorista, Assistente de Pesquisa e Extensão, Assistente de Museu e Auxiliar de Limpeza, Copa e Cozinha.
O Museu, Instalado, inicialmente, em prédio alugado, possui hoje sede própria, com área de 1.641m², climatizada. É constituído por mais de 30 mil objetos museais, além de um acervo documental riquíssimo, disponibilizados ao público através das exposições de longa duração, itinerantes e temporárias e disponíveis à pesquisa nos espaços específicos do Museu.
Possui, também, uma reserva técnica e espaço específico destinado à guarda documental com 975,56 metros lineares de documentação.
Dos 1.641m², 503m² são ocupados pela Exposição de Longa Duração, onde estão retratados aspectos da caminhada do homem que viveu e vive nesta região do Estado, especialmente no município de Ijuí, desde o índio pré-missioneiro, primitivo habitante desta região, com seus instrumentos em pedra e cerâmica, seguida do índio missioneiro, do negro e do caboclo que aqui habitaram antes da chegada dos imigrantes.
 Aspectos da fundação e colonização do município, a imigração, as diferentes fases da agricultura e trabalho rural, os processos produtivos artesanais, comunicação e transporte, indústria e comércio, energia elétrica, serviços, esporte e lazer, ensino, religião, usos e costumes e a moradia são igualmente mostrados.
A exposição também tem espaço reservado às manifestações culturais da atualidade.
Ainda, com relação a espaço físico, o museu disponibiliza a seus visitantes, outra área, com 135m², para exposições temporárias, a fim de possibilitar a apresentação de outras manifestações culturais e, ao mesmo tempo, atrair públicos com interesses diferenciados. Contíguo a esse espaço, há ainda, um auditório para 60 pessoas, todo equipado.
O acervo museológico é constituído, desde 1961, através de doações da comunidade, e totaliza hoje cerca de 30.000 objetos, assim classificadas: 24.217 relacionadas à Seção Arqueológica, fruto de pesquisas realizadas na região em conjunto com o Instituto Anchietano de Pesquisas da Universidade do Vale dos Sinos - UNISINOS e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, quando foram localizados 134 sítios arqueológicos; outras 5.000 peças pertencem à Seção Antropológica, que subdivide-se em: Indígena, Artes Visuais, Numismática, Filatelia e Povoamento.
O acervo documental arquivístico do Museu é constituído de valiosa, abrangente e volumosa documentação de natureza pública e privada relacionada ao município de Ijuí e à região noroeste do Rio Grande do Sul.
Em seu conjunto documental encontra-se preservada parcela significativa da memória regional, que o torna referência para estudantes e pesquisadores da cultura e da história de Ijuí e região.
A documentação textual, bibliográfica e iconográfica está classificada em arquivos, entre eles o arquivo Ijuí, Regional, Sindicalismo, Cooperativismo, Kaingang, Guarani e Xetá, e Fidene, totalizando 975,41 metros lineares de documentos.
O Museu dispõe em seu acervo de uma Hemeroteca, cujo objetivo principal é preservar os jornais produzidos no município de Ijuí, os de cunho histórico e político, que apresentem temáticas relacionadas a indígenas e ao patrimônio histórico-cultural, totalizando 39 títulos de jornais.
Entre os títulos preservados, o Jornal Die Serra Post possibilita resgatar a história do município de Ijuí a partir de 1911, e o Jornal Correio Serrano, editado pela primeira vez em 1917. Os mesmos deixaram de circular respectivamente em 1978 e 1988, sendo microfilmados e digitalizados, e atualmente são disponibilizados para pesquisa através de banco de dados no Museu.
Entre os gêneros documentais, o Museu também preserva fotografias, negativos flexíveis, negativos de vidro, discos, fitas, filmes e vídeos, classificados e organizados em arquivos e coleções na Divisão de Imagem e Som.
O acervo fotográfico é constituído de aproximadamente 300 mil imagens, em sua maioria, relacionadas a fatos vinculados a Ijuí que possibilitam reconstituir a história através de imagens a partir de 1902, portanto, antes da instalação oficial do município.
Deste acervo fazem parte as produções fotográficas de dois dos mais antigos fotógrafos do município: a Família Beck e Eduardo Jaunsem, cuja produção possibilita recuperar parcela significativa da história urbana e rural do município/região, até meados do século XX. O acervo iconográfico conta com aproximadamente 14 mil negativos em vidro.
O Museu Antropológico Diretor Pestana é uma mantida da FIDENE.
Durante toda esta trajetória o Museu, enquanto guardião de objetos culturais mantém constante a preocupação em democratizar informações, conhecimentos, saberes, fortalecendo a troca de experiências, permitindo mediações pedagógicas, considerando também as experiências e expectativas dos professores e seu grupo de escolares e os programas curriculares.

Conheça ainda mais o MADP através de seu vídeo institucional:

Passeio virtual pelo Museu Antropológico Diretor Pestana de Ijuí:

Ainda para conhecer mais sobre a história, atividades e propostas do MADP leia também:

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Conheça os principais prédios, construções e edifícios históricos - ou mais antigos - de Ijuí. Inclusive o registros de muitos que já não existem mais! - Parte II

Rua do Comércio:
Imagens reproduzida do jornal Correio Serrano publicado no dia 09/12/1934, em edição especial a criação e instalação da Comarca; e elevação de Ijuí a categoria de cidade. (Ver a edição integral e especial do jornal  Correio Serrano alusivo a data em nossa página do Blog "Documentos/séries Completas"). Não sabemos e não podemos afirmar que essa casa teria sido construída pelo dentista Norberto Hoff. Mais detalhes, infelizmente, não temos.
Visão atua do prédio situado na baixada da rua do Comércio.
 
Com muita propriedade e sabedoria o jornalista e historiador Ademar Campos Bindé publicou a história do "Casarão " da rua do Comércio, esquina com 19 de Outubro, no jornal "O Repórter" do dia 16 de abril de 2011.
Visão da Casa Comercial Glitz em 1929, conforme publicidade no jornal Correio Serrano do dia 05/11/1967.
Aqui funcionava o Hotel Glitz
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Vista atual do prédio localizado na esquina das ruas do Comércio e 19 de Outubro, próximo aos trilhos
Pesquisa histórica sobre a vida de Emil Glitz escrita pelo jornalista e historiador Ademar Campos Bindé, e publicada "O Repórter",  dia 19/01/2009.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

As grandes emoções do Theatro Internacional e do amor também passou por Ijuí nos anos de 1920/1930!

  Coluna do Museu Antropológico Diretor Pestana - MADP de Ijuí - publicada no Jornal da Manhã:
Publicado no Jornal da Manhã de Ijuí em 31/01/2009. Postado no blog com a autorização da autora.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Patrimônio histórico de Ijuí volta a ser discutido pelo poder público. Neste contexto publicaremos uma série de fotos e informações de mais de uma centena de prédios, construções e edifícios históricos - ou mais antigos - de nossa cidade. Inclusive faremos o registros de muitos que já não existem mais! - Parte I

Reprodução de notícia publicada no Jornal da Manhã do dia 18/05/2012, e disponívem em: http://www.jmijui.com.br/publicacao-4509-news2.fire
Jornalista e historiador Ademar Campos Bindé já registrava esse debate sobre o Patrimônio Histórico de Ijuí em sua coluna semanal no jornal "O Repórter", na edição do dia 02/08/2008.

Inédito: Imagens e algumas informações históricas de muitos prédios/construções antigas que AINDA embelezam nossa cidade. Observem alguns detalhes arquitetônicos da construção! Nos ajude também a identificar a história (os detalhes de quem construiu, quem morou ali...) de muitos prédios, que se perderam na memória pública...
e história oficial da cidade de Ijuí!

Prédios situados na rua do Comércio - parte 1:

Para saber mais sobre a vida e obra de Francisco Berenhaüser acessar: http://ijuisuahistoriaesuagente.blogspot.com.br/2011/01/casa-onde-morava-francisco-berenhauser.html

Rua do Comércio, esquina com Tiradentes:

Neste prédio situado na rua do Comércio, esquina com a rua Tiradentes funcionou por muitos anos, no porão, uma loja que vendia diversos produtos para fabricação de bebidas artesanais/caseiras. Diversas essências. Não sabemos quem construiu ou morou inicialmente no prédio que passou recentemente por uma reforma e está servindo como agencia dos Correios.

Residência do Cel. Dico e de Alcindo Pereira Gomes
Este prédio na rua do Comércio, esquina com a rua 7 de Setembro foi erguido pelo Cel. Antônio Soares de Barros - Cel. Dico, no início do século passado. Inicialmente serviu como sua residência e também como loja comercial. Mais tarde morou também neste prédio Alcindo Pereira Gomes que era proprietário da revenda Chevrolet, construída em prédio anexo na rua 7 de Setembro, e que posteriormente no mesmo também funcionou a extinta Gráfica Michaelsen. No decorrer dos anos o prédio tem servido para diversas lojas comerciais.

Prédio construído em 1903, para abrigar a Administração da "Colônia de Ijuhy"
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Construção histórica de Ijuí, situada na esquina das ruas Benjamin Constant e rua do Comércio. Foi construído em 1903 para abrigar a Comissão de Terras que administrou a Colônia de Ijuí. Também foi onde por muitos anos funcionou a administração do município de Ijuí, até 1933, quando seria inaugurado o atual prédio da Prefeitura Municipal. Após isso sempre tem abrigado diversos departamentos da administração municipal.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

domingo, 20 de maio de 2012

Relatório da Administração Municipal de Ijuí - ano de 1925. Assume no lugar do Cel. Dico, como Intendente Municipal (Prefeito), o Ten. Cel. Alfredo Steglich - Parte IV

Continuação da reprodução de parte do Relatório Administrativo da Prefeitura Municipal de Ijuí publicado no ano de 1925 pelo então Intendente Tenente Coronel Alfredo Steglich, eleito em 1925 no lugar do Cel. Antônio Soares de Barros - o Cel. Dico. A primeira parte do Relatório já publicamos no dia 01 de maio de de 2011: 
      Hoje publicamos a quarta parte, que se constituí de anexos do Relatório das atividades desenvolvidas. Para não tornar "maçante" dividimos o ano de 1925 em cinco partes.

IMPORTANTE REGISTRAR QUE TODOS os Relatórios Municipais na forma completa estarão disponível - paulatinamente - de forma integral numa página especial de nosso Blog denominada “Relatórios Municipais – Administração Cel. Dico e outros...”. Eles estão  na forma de apresentação em slides para ganharmos espaço. Mas clicando em cima abrirão no “Picasa” e poderão ser facilmente consultados, impressos ou baixados em seu computador. No momento iremos manter os mesmos na seqüência dos anos já publicados, entretanto, mais tarde a partir do momento 
que iniciarmos a publicação integral dos novos Relatórios a partir de 1912,
 iremos colocar então os mesmos na ordem cronológica correta.

sábado, 19 de maio de 2012

90 anos de muita história, trabalho e crescimento da Indústria de Máquinas Agrícolas FUCHS S.A. - IMASA de Ijuí

Parque industrial da Imasa, em Ijuí, no ano de 1973, entre as ruas 21 de abril e José Gabriel.
Fonte: Reportagens/registros publicitários publicados em 1965 no  "Álbum Comemorativo" dos 75 anos de Colonização de Ijuí, publicado  pela Editora Revista Brasileira (que tinha por objetivo mostrar os municípios do Brasil). Infelizmente na edição publicada não consta a sede da Editora, apenas cita o nome de seu editor: H. P. Müller.
A EDEL – Sociedade Editora de Publicações especializadas, com sede em Porto Alegre, publicou no ano de 1973, com o apoio principal do Governo do Rio Grande do Sul, de então, um livro/revista comemorativo e informativo, com textos em português, espanhol e inglês, chamado “Rio Grande do Sul – 1972/1973”, no qual encontramos a presença de uma tradicional indústria ijuiense: IMASA – Indústria de Máquinas Agrícolas Fuchs S.A., (http://www.imasa.com.br/) na época com 700 funcionários, entre a matriz em Ijuí e a filial na cidade de Ponta Grossa, PR.
O jornalista e historiador Ademar Campos Bindé em sua tradicional e importante coluna sobre a história de Ijuí no Jornal "O Repórter", do dia 24/10/2009, também abordou um pouco da história e vida do empresário Arthur Fuchs, bem como de seu sucessor e filho, Bruno Fuchs.
Reprodução do sites da Imasa - parte histórica, disponível em: http://www.imasa.com.br/pagina/index/4
Para saber mais veja também: