sexta-feira, 29 de abril de 2011

Colégio Estadual do bairro Modelo de Ijuí - comemora 30 anos de educação continuada!


O Colégio Estadual Modelo, inaugurado em 24 de abril de 1981, atualmente conta com 870 matrículas, 20 funcionários e 64 professores que realizam o atendimento a Educação básica. Desde sua inauguração, o colégio é uma instituição muito valorizada na comunidade, tendo como meta a construção de conhecimentos dos professores e trabalhadores em educação que atuam na escola, valorizando o trabalho docente e estruturando o ensino com o apoio da comunidade escolar. 
O bairro Modelo e o Colégio Modelo visto a partir do Google
 Na intenção de incluir a todos e valorizar as potencialidades de seus educadores, ao longo dos anos o Colégio tem procurado atender às necessidades de aprendizagem, construindo uma proposta político pedagógica, voltada para permanência dos educados na escola, contribuindo assim para formação de cidadãos com melhor qualidade de vida, através do exercício da cidadania e a participação de todos na construção de um mundo melhor.
Para comemorar os 30 anos do Colégio Estadual Modelo, foram organizadas inúmeras atividades na Semana da Escola, buscando fugir da rotina diária de aulas. Dentre essas atividades, se destacaram a hora cívica, pesquisa da história da escola, filmes educativos, além de ser realizado também um almoço de integração para os alunos. Palestras sobre valores éticos e morais, torneio escolar no Ginásio do bairro, oficinas pedagógicas, atividades lúdicas e recreativas e festival de talentos com programa Rádio na Escola também estiveram entre as atrações. Um culto ecumênico na Capela São José Operário, no bairro Modelo,  aconteceu no último dia 27/04/2011, e para finalizar a programação, neste sábado, dia 30 de abril de 2011, às 19h, no Centro Comunitário do bairro, irá ocorrer um ato solene com presença de autoridades do município e após, jantar dançante entre os trabalhadores da educação e seus familiares.

Fonte: Texto publicado no Jornal da Manhã on line. Disponível em: http://www.jornaldamanhaijui.com.br/publicacao-1223-Colegio_Modelo_comemora_30_anos_de_historia.fire

terça-feira, 26 de abril de 2011

O ataque da "Coluna Prestes" a cidade Ijuí - na ótica do historiador Martin Fischer - conclusão da série.

No extenso artigo publicado em homenagem a cidade de Ijuí, no dia 19 de outubro de 1970, no jornal Correio Serrano, sob o título “Acontecimentos políticos que influenciaram no desenvolvimento de Ijuí”, entre outros fatos, o grande historiador de Ijuí Martin Fischer fez sua análise e considerações sobre o ataque e tentativa de tomada da cidade de Ijuí. Reproduzimos aqui apenas o trecho onde ele escreve especificamente sobre o acontecimento. O texto em sua forma integral já reproduzimos em nosso blog no dia 11 de janeiro de 2011 (http://ijuisuahistoriaesuagente.blogspot.com/2011/01/acontecimentos-politicos-que.html)

Reprodução parcial do artigo "Acontecimentos políticos que influenciaram o desenvolvimento de Ijuí", de autoria de Martin Fischer, publicado no jornal Correio Serrano do dia 19/10/1970.
O que foi e qual era a proposta/
objetivos da "Coluna Prestes"?



Segundo o professor ijuiense José Augusto Fiorin Fiorin, graduado em História, em texto publicado em seu blog: http://blog.educacional.com.br/professorfiorin/2008/07/13/coluna-prestes/
"...Foi um movimento político-militar de origem tenentista, que entre 1925 e 1927 se deslocou pelo interior do país pregando reformas políticas e sociais e combatendo o governo do então presidente Arthur Bernardes e, posteriormente, de Washington Luís.
O Tenentismo - O movimento tenentista não é facilmente definível. Possui um programa extremamente difuso, mas algumas linhas gerais podem ser delineadas. Sua insatisfação com a República Velha leva-os a requerem voto secreto e um maior centralismo político. Ademais, exigem ensino público para facilitar o acesso às informações por parte da população carente. São idealistas, porém elitistas. Golpistas, mas reformistas. Prova inconteste da falta de clareza dos ideais tenentistas é que a inúmeras tendências aderiram os líderes do movimento. Alguns tornaram-se comunistas, outros nazi-fascistas, outros ainda conservadores. Cumpre realçar que a maior parte do movimento era composto por capitães e tenentes da classe média, donde originou-se o ideal de “Soldado Cidadão”.
Após a derrota do movimento paulista, em 1924, um grupo de combatentes recuou para o interior sob o comando de Miguel Costa. No início de 1925 reúne-se no oeste do Paraná com a coluna do capitão Luís Carlos Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul. Sempre com as forças federais no seu encalço, a coluna de 1 500 homens entra pelo atual Mato Grosso do Sul, atravessa o país até o Maranhão, percorre parte do Nordeste, em seguida retorna a partir de Minas Gerais. Refaz parte do trajeto da ida e cruza a fronteira com a Bolívia, em fevereiro de 1927. Sem jamais ser vencida (venceu todas as batalhas), a coluna Prestes enfrenta as tropas regulares do Exército ao lado de forças policiais dos Estados e tropas de jagunços, estimulados por promessas oficiais de anistia. Acredita-se que até o cangaceiro Lampião foi convocado para derrotar a Coluna Prestes.
A coluna poucas vezes enfrentou grandes efetivos do governo. Em geral, eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas legalistas. Ataques de cangaceiros à Coluna também reforçam o caráter lendário da marcha, mas não há registros desses embates. Nas cidades e nos vilarejos do sertão, os rebeldes promovem comícios e divulgam manifestos contra o regime oligárquico da República Velha e contra o autoritarismo do governo de Washington Luís, o qual mantém o país sob estado de sítio desde sua posse, em novembro de 1926.
Os homens liderados por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa não conseguem derrubar o governo de Washington Luís. Entretanto, com a reputação de invencibilidade adquirida na marcha vitoriosa de 25 mil quilômetros, aumentam o prestígio político do tenentismo e reforçam suas críticas às oligarquias. Com o sucesso da marcha, a Coluna Prestes ajuda a abalar ainda mais os alicerces da República Velha e preparar a Revolução de 30. Projeta também a liderança de Luís Carlos Prestes, que posteriormente entra no Partido Comunista Brasileiro. Após liderar a Intentona Comunista de 1935, torna-se uma das figuras centrais do cenário político do país nas décadas seguintes".

domingo, 24 de abril de 2011

Ataques e tentativas da Coluna Prestes em dominar a cidade de Ijuí - 29 de outubro de 1923 - Relatório Municipal de 1924 - Relato do próprio Cel. Dico - parte II

Um mapa da região por onde poderia ter passado a Coluna Prestes em seu ataque e tentativa de entrada na cidade de Ijuí, através da "Picada da Conceição", e que passava sobre o rio Conceição.

Capitão Luiz Carlos Prestes
Principais lideranças da Coluna Prestes
Coluna Miguel Costa–Prestes: Costa é o quarto sentado (esq. para dir.) e Prestes, o terceiro.
Rio Conceição no Distrito do Barreiro, também chamado de "Picada da Conceição". Em alguma dessas passagens do rio deve ter acontecido os principais combates entre a Coluna Prestes e a resistência de Ijuí.

Tte. Cel. Martin Leonardo - primeira autoridade polícial da cidade de Ijuí e um dos líderes da resistência ijuiense.
Coluna Provisória (contra a Coluna Prestes), em 1924. Foto faz parte da Coleção Ijuí do Museu Antropológico Diretor Pestana - MADP, publicada o livro "História Visual da Formação de Ijuí", organizado por MARQUES, Mário Osório; GRZYBOWSKI, Lourdes Carvalho.  Livraria UNIJUÍ Editora, p. 100.
Chrysanto Leite um dos feridos gravemente o ataque da Coluna Prestes em Ijuí
Grupo de civis e policiais que rechaçou o assalto dos revolucionários de Prestes a Ijuí na madrugada de 29 de outubro de 1924. Sentados: Bento Antunes, Cabo Luiz, Hildebrando de Andrade (Brandino), Martim Leonardo (Martinzinho), delegado de polícia e comandante, Fernando Soares, Peri Leonardo e (o último não foi possível identificar). Foto publicada na edição do jornal Correio Serrano do dia 19 de outubro de 1970.

Ponte sobre o Rio Conceição, medindo 60 metros de comprimento. Liga o 1o. Distrito (Alto da União) ao então Distrito de Augusto Pestana. Fonte: Álbum Comemorativo ao Cinqüentenário de Dr. Pestana (hoje "Augusto Pestana") - 2o. Distrito de Ijuí, publicado em 29/09/1951. Organizado pelo Dr. Orlando Dias Athayde. Não temos certeza, mas possivelmente seria a mesma citada e projetada no Relatório Municipal do Cel. Dico, no ano de 1924, que seria ainda construída por sua administração.
Ten. Cel. Alfredo Steglich - Intendente eleito no dia 21 de abril de 1925 a 14 de janeiro de 1928.
       Após estar por dois períodos a frente do município de Ijuí, uma vez como Intendente Provisório e outra vez como Intendente eleito, o Cel. Antônio Soares de Barros deixa a prefeitura, e a partir das eleições ocorridas no dia 21 de abril de 1925, o Ten. Cel. Alfredo Steglich assume o cargo de Intendente Municipal,  até o dia 14 de janeiro de 1928. O Cel. Dico voltará , ainda, ao cargo de Intendente Municipal  eleito (Prefeito), por mais um período, ou seja, de 12 de fevereiro de 1929 a 03 de janeiro de 1938.

Relatório Municipal de Ijuí de 1924 - Parte I - Durante todo ano de 1923 houve muita insegurança na cidade de Ijuí. Constantes ameaças e ataques da Coluna Prestes. Bravamente a cidade resistiu e repeliu os revolucionários que queriam tomar a cidade. Muitos feridos, entre eles Ernesto Quaresma, e a morte do Tte. Cel. Júlio Aragão Bozano – o Dr. Bozano.

Relatório da Intendência Municipal de Ijuhy - ano de 1924 - Administração de Antonio Soares de Barros - o Cel. Dico. 
Outros destaques do Relatório Municipal ocorridos no ano de 1923:
  • O principal destaque é o relato do próprio Cel. Dico sobre o ataque e tentativa da Coluna Prestes tomar a cidade de Ijuí;
  • Em meio ao ataque a morte, na forma de emboscada, do Tte. Cel. Júlio de Aragão Bozano – o Dr. Bozano;
  • Ataque e combate as formigas – grande ameaça a agricultura local;
  • Construção de ponte sobre o rio Conceição;
  • Usina Velha em pleno funcionamento e ampliação do fornecimento de energia elétrica no município – e venda para Santo Ângelo;
  • Eleição do Ten. Cel. Alfredo Steglich como o novo Intendente (Prefeito) do Município de Ijuí, no lugar do Cel. Antônio Soares de Barros, Cel. Dico. 

    Histórica foto registrada pelas lentes do fotográfo Alfredo Beck (integrante da Coleção Beck  do Museu Antropológico Diretor Pestana de Iju). Interessante observar ainda que ao fundo da foto aparece a cidade de Ijuí nos seus primeiros anos de vida como município.

    Usina Elétrica (Usina Velha) no rio Potiribú, em 1923, bem no início de sua construção. Foto faz parte da Coleção Ijuí do Museu Antropológico Diretor Pestana - MADP, publicada o livro "História Visual da Formação de Ijuí", organizado por MARQUES, Mário Osório; GRZYBOWSKI, Lourdes Carvalho.  Livraria UNIJUÍ Editora, p. 101. No ano de 1924, já estava em pleno funcionamento.

    quinta-feira, 21 de abril de 2011

    No ano de 1974, a COTRIJUÍ levou uma caravana de 119 gaúchos (dirigentes e associados de cooperativas) de Ijuí e região para uma viagem histórica de estudos e visitas aos Estados Unidos da América

    O jornalista e historiador Ademar Bindé, em sua coluna no jornal "O Repórter", do dia 22/09/2010, também relembrou e registrou a histórica viagem, em 1974 aos EUA.
    Jornal Correio Serrano, na edição do dia 19/10/1974, publicou uma grande reportagem sobre o acontecimento, inclusive publicando um pequeno diário das visitas realizadas, em mais de uma edição.

    quarta-feira, 20 de abril de 2011

    Estrada de ferro Cruz Alta/Ijuí - Inauguração da Estação Fachinal (próxima do Distrito de Alto da União) em 1910

    Inauguração do trecho da estrada de ferro - Estação Fachinal - entre Cruz Alta/Ijuí, no dia 29 de maio de 1910. Foto do banco de memórias do jornal Correio do Povo de Porto Alegre.
    O ramal ferroviário que saí da cidade de Cruz Alta e que hoje chega até a cidade de Santa Rosa foi construído em diversas etapas, e levou muitos anos para a sua conclusão final. Embora a aprovação do projeto de construção da mesma tenha sido aprovado em 1895, somente em 1906, graças à iniciativa de alguns colonizadores, que preocupados com a falta de transportes, resolveram reivindicar a costrução efetiva do ramal, que seria mais tarde o “elo” de ligação entre os municípios de Cruz Alta e Santa Rosa, além de beneficiar as cidades de Ijuí e Santo Ângelo. A obra esteve a cargo do 3º Batalhão Ferroviário do Exército Brasileiro.
              Somente a partir do ano de 1910 é que partes do trecho começaram a ser inauguradas. Primeiramente  foi até a localidade de Fachinal (cerca de 29,790 km de Cruz Alta, antes da localidade Alto da União, próximo ao município de Dr. Bozano), no dia 29 de maio de 1910. No ano seguinte, no dia 11 de outubro de 1911, após 53,069 km os trilhos chegaram festivamente na Vila de Ijuhy. Em 1915 chegou a cidade de Catuípe (conhecida também como “Rio Branco”), depois a Santo Ângelo (1921), a Giruá (1928) e somente em 1940 atingiu sua extensão máxima, em Santa Rosa.
    Era chamado de "Ramal de Ouro" por causa da grande quantidade de mercadorias que transportava. Trens de passageiros trafegaram pelo ramal certamente até os anos 1980, e o ramal hoje (2004) está concessionado à América Latina Logística - ALL.  
            
    ARQUIVOS DE MEMÓRIA DO JORNAL CORREIO DO POVO
            No dia 31 de maio de 2010, a coluna publicada no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, “Há um século no Correio do Povo”, relembrou o acontecimento festivo da chegada da linha férrea até a localidade de Fachinal:

    terça-feira, 19 de abril de 2011

    Vida e obra do jornalista e deputado Antônio Bresolin - que adotou Ijuí e a região no coração, e nas lutas políticas no parlamento Estadual e Federal - Parte II - final

    Reprodução de reportagem publicada no jornal Correio Serrano, dia 25/10/1986.

    UMA RÁPIDA BIOGRAFIA DE ANTÔNIO BRESOLIN
     
    Antônio Bresolin nasceu no dia 23 de setembro de 1913, em Pejuçara, RS, filho de Marcos Bresolin e Rosa Dezordi Bresolin, ambos agricultores. Até a idade de 22 anos dedicou-se às lides da lavoura. Autodidata e “inveterado ledor, escreveu e publicou os primeiros versos e artigos quando era colono. Veio a fixar residência em Ijuí, sendo secretário do advogado Aristeu Pereira. Em setembro de 1942 começou a trabalhar no jornal Correio Serrano, onde exerceu atividades jornalísticas por 18 anos. Como jornalista marcou sua atuação em defesa dos interesses comunitários não só escrevendo como participando ativamente de entidades e muitas vezes liderando movimentos reivindicatórios. Dessa maneira ganhou nome não só em Ijuí, mas em todo o Rio Grande do Sul. Aos poucos foi ascendendo na política local e estadual para alcançar projeção nacional: secretário do município de Ijuí, deputado estadual e deputado federal, sempre pelo Partido Trabalhista Brasileiro. Era discípulo fervoroso da doutrina de Alberto Pasqualini. Como parlamentar foi persistente defensor da agropecuária, do meio ambiente e em favor do restabelecimento dos Tiros de Guerra nos municípios.
    Antônio Bresolin sempre freqüentou os jornais com artigos, entrevistas e reportagens.
    Casou-se com Nice Bös Bresolin. O casal teve cinco filhos: Dante, Marcos, Paulo, Agostinho e Francisco.
    Faleceu em Brasília, DF, onde fixara residência, o dia 22 de abril de 1993. Escreveu vários livros: “Viagens de um mercador de sonhos”, crônicas, sem data; “Imigrante: fatos pitorescos da vida e obra dos italianos e descendentes, 1985; “Idéias e Debates” – sobre Alberto Pasqualini, Castro Alves, Agripino Grieco, sem data. O mesmo também inclui uma coletânea de discursos pronunciados e Projetos de Lei apresentados pelo Deputado Antônio Bresolin na Câmara dos Deputados, em Brasília. Inclui dados biográficos do autor.
    Foi exemplo de autodidata que se formou e ascendeu na política e sociedade cultural graças à leitura.


    Capa de dois livros publicados por ele:



     Fonte: MOTTIN, Antonio; CASOLINO, Enzo. In.: “Italianos no Brasil: contribuições na literatura e nas ciências, século XIX e XX. Editora EDIPUC/RS, Porto Alegre, 1999. Disponível em: http://books.google.com.br/books?id=pFQxN0uRJDQC&pg=PA73&lpg=PA73&dq=vida+e+obra+do+deputado+federal+Antonio+Bresolin&source=bl&ots=n1Oz5ZgYz9&sig=3LL8nHnPu3iAqQRGcEczor-NXp0&hl=pt-BR&ei=xeusTaieOOHz0gGl2Iy2Cw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CBcQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false
     

    Grande jornalista e Deputado Antônio Bresolin - Artigo histórico onde ele fala de sua vida e trabalho na cidade de Ijuí. Parte I


    Antônio Bresolin: Jornalista por muitos anos do jornal Correio Serrano de Ijuí  e Deputado Federal por várias legislaturas. Foto publicada no jornal Correio Serrano em 05/11/1967.
    Reprodução de artigo escrito por ele para a edição especial do jornal Correio Serrano de 19/10/1977.
    Deputado Federal Antônio Bresolin na tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    sábado, 16 de abril de 2011

    Relatório da Intendência Municipal de Ijuhy - ano de 1923 - Administração de Antonio Soares de Barros - o Cel. Dico. Nesse ano Ijuí recebeu a visita do Ministro da Guerra do Brasil, concluiu a construção da Usina Velha e recebeu iluminação pública e residencial

    Cidade de Ijuí, por volta de 1940. Vista a partir da Estação ferroviária, altos da dua do Comércio. Foto publicada no Álbum Comemorativo a fundação de Ijuí, em 1940.
    De forma exclusiva e inédita na internet estamos  divulgando em sua íntegra um fac-simile de alguns Relatórios “super” históricos elaborados pelo então Intendente do Município de Ijuí, o sr. Coronel Antonio Soares de Barros.
    Segundo o próprio Relatório o mesmo é em primeiro lugar um relato oficial das atividades do município apresentado ao Conselho Municipal de Ijuí (Câmara de Vereadores de Ijuí) e por extensão aos habitantes da cidade. Nele poderemos encontrar mais do que números e valores, mas também muitas outras informações sobre nossa cidade, naqueles primeiros anos de vida.
    Pessoalmente, sabíamos de sua existência e até mesmo já tivemos o privilégio de há muitos anos atrás ter lido e pesquisado nos mesmos. Certamente existem, ainda hoje, muito poucos exemplares. Uma coleção mais completa dos mesmos certamente poderá ser encontrada no Museu Antropológico Diretor Pestana – MADP. Segundo a bibliografia relacionada pelo historiador e professor Danilo Lazzarotto, no seu livro “História de Ijuí” no museu poderemos encontrar os seguintes Relatórios das Administrações Municipais dos seguintes anos: 1912, 1913, 1917, 1918, 1923, 1924, 1930, 1932, 1933, 1934, 1936, 1948, 1965, e outros dos períodos mais recentes. No momento não sabemos quais são as condições e formas de se ter acesso a eles, ou como obter uma cópia impressa ou digital dos mesmos.
    Por outro lado, o sr. Antonio Bellini, um leitor e amigo de nosso Blog, (simpatizante de nosso Projeto de abrir e popularizar um pouco mais a história de nossa cidade), que morou por muitos anos em Ijuí, mas que hoje mora e trabalha há mais de 30 anos no Nordeste do Brasil, e que a 20 anos não visita mais sua cidade natal, foi quem nos mandou de forma digital o fac-símile de 5 Relatórios Municipais da época do Cel. Dico. Ele tinha cópias desses documentos por muitos anos e agora via uma boa oportunidade de compartilhar conosco e por extensão com milhares de ijuienses (via rede mundial de computadores) e manter viva a nossa história durante muitas gerações. Nossos sinceros agradecimentos à ele por ter preservado “uma parte da história de uma época importante de nossa cidade” e por ele demonstrar assim o quanto ama, como todos nós, nossa cidade natal.
    Recebemos os Relatórios referentes aos anos de 1920, 1923, 1924, 1925 e 1927. Aparentemente os mesmos estão completos. No momento, por não termos os originais em mão, não temos como afirmar se em algum deles falta alguma página ou anexo.

    UM PEDIDO ESPECIAL...

    Fica nosso pedido de ajuda, entre nossos leitores e amigos. Caso alguém tenha cópia desses documentos, ou  de outros anos e queira compartilhar conosco ficaremos felizes em receber uma cópia dos mesmos e poder disponibilizá-los em nosso blog.

    - Ou que tenha outro documento, foto histórica sobre a cidade de Ijuí.

     Entre em contato pelo e-mail: bage.blumenau@gmail.com


    General Fernando Setembrino de Carvalho, ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Setembrino_de_Carvalho) foi Ministro da Guerra do Brasil e visitou a cidade de Ijuí, em outubro de 1923.


    Na foto aparece o Capitão Osório Pedro Ilgenfritz, Vice-Intendente Municipal que pereceu afogado no rio Ijuí, juntamente com um de seus filhos e outro companheiro.
    Imagem da Usina da Velha, por volta de 1940, a qual além de suprimir as necessidades de energia elétrica em 1923, o excedente podia ser vendido para o vizinho município de Santo Ângelo. O contrato de fornecimento foi assinado em 1923, conforme o Relatório.


    Interior da Usina Velha, por volta de 1940. Segundo o Relatório da Administração do Cel. Dico a conclusão da construção da Usina aconteceu em 1923, o que segundo ele "proporcionou um vultuoso aumento no patrimônio do Município".
    Conforme o Relatório Municipal foi assinado em 1923, com a empresa Luchsinger & Cia, um contrato na qual a mesma (a título de experiência) passaria a fornecer/instalar pela primeira vez a iluminação pública e residencial na cidade de Ijuí, com energia elétrica vinda da Usina Velha, localizada no rio Potiribú.