terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ponte sobre o rio Ijuí - Uma ponte histórica que virou sucata

A antiga ponte metálica sobre o rio Ijuí serviu aos usuários durante quase meio século. Foto do acervo do MADP. Publicado no Jornal O Repórter
 Série: História de Ijuí através da imprensa.
Autor do artigo: Jornalista e historiador Ademar Campos Bindé
Veículo: Jornal O Repórter - Ijuí - RS - dia 12/06/2010, página 10.

A imigração dos trabalhadores gaúchos para a amazônia legal (1970-1985 - As origem do município de Ijuí...

Colonos italianos durante desmatamento no século XIX. Fonte Revista Nossa História
Série: Teses, monografias e artigos sobre Ijuí publicados na internet.
Autoria: Larissa Kashina Rebello da Silva. Bacharel e Licenciada em História pela USP
E-mail para contato: larissa@klepsidra.net

domingo, 26 de dezembro de 2010

A origem do movimento étnico em Ijuí - a FENADI

     Historica reportagem de autoria da jornalista Janis Loureiro (texto e diagramação de Carine da Pieve), publicada no Jornal da Manhã de Ijuí, no dia 24 de julho de 2010, sobre a homenagem prestada pela Reitoria da Universidade de Ijuí - UNIJUÍ ao seu primeiro reitor, professor Adelar Francisco Baggio.
     Na oportunidade em que recebeu o diploma de professor emérito da UNIJUÍ, Baggio, após pontuar em seu discurso de agradecimento um pouco da história do reconhecimento da Universidade, aproveitou para relembrar quem foram os personagens e como foi o início da Feira das Culturas Diversificadas de Ijuí - a FENADI, que anualmente e periodicamente tem sido realizada. Eis a reportagem também publicada no blog da jornalista Janis Loureiro: http://janisloureiro.blogspot.com/2010/07/verdadeira-historia-da-origem-do.html
Jornal da Manhã de Ijuí, edição do dia 24 de julho de 2010

Criada trilha ecológica do Distrito do Itaí

Rio Ijuí sobre a ponte no Distrito do Itaí
         A Lei número 5.022, de 1º de julho de 2009,  que cria a Trilha Ecológica do Itaí foi  aprovada pela Câmara de Vereadores de Ijuí e foi sancionada pelo prefeito Fioravante Ballin  no dia 13 de julho de 2009 nas  da Escola Estadual Pedro Maciel localizada no Distrito do Itaí
    Estiveram presentes, além do prefeito, o vice-prefeito Ubirajara Teixeira, o presidente da Câmara de Veradores Tito Varaschini, a titular da 36ª Coordenadoria Regional de Educação Noemi Huth, diretora da escola Marlene Cadori, representantes de Clube de Mães, Círculo de Pais e Mestres, comunidade escolar, Conselho Distrital, Conselho Escolar, Água Fonte da Ilha e Ceriluz.O prefeito Ballin destacou a importância do momento para a comunidade do Itaí, que há tanto tempo busca a criação da trilha. “Agora vem o maior desafio: construir a trilha e ser exemplo de preservação do meio ambiente”, disse.O vice-prefeito ressaltou a postura do governo municipal frente às questões ambientais, lembrando de várias ações nesse sentido, como a criação da Secretaria de Meio Ambiente, a instituição do Fórum da Agenda 21, os 95 Ecopontos que recolhem pilhas e vidros, o debate sobre reflorestamento que vem sendo feito no interior.O vereador Tito, autor do projeto de lei, afirmou que “a criação da Trilha Ecológica é o primeiro passo para o turismo rural, o que tem que ser levado também a outros distritos de Ijuí”.A diretora da Escola observou a importância da lei para a comunidade, uma vez que a trilha vai potencializar o Itaí, oportunizando a maior preservação do meio ambiente e da água, melhorar as condições de vida e auto-estima dos moradores da localidade além de melhorias na infra-estrutura do Distrito.
     A Lei - Conforme a lei “Fica criada a ‘Trilha Ecologica do Itaí’, localizada junto à mata ciliar, as margens do Arroio do Mosquito, com a confluência do Rio Ijuí, Distrito de Itaí, Ijuí-RS, área de equilíbrio ambiental e importante ponto de interesse turístico, cultural, educativo, cênico e recreativo para Ijuí”. A Trilha será executada em áreas públicas e privadas localizadas as margens do Arroio do Mosquito, com a confluência do Rio Ijuí, Distrito de Itaí, Ijuí-RS, sendo que todas as execuções na trilha do Itaí deverão ser autorizadas pelos proprietários ou responsáveis das terras por onde segue.Ainda conforme a lei, as execuções de uso básicas da trilha são: educação ambiental orientada, estudo ambiental, pesquisa científica, recreação e turismo. A Trilha Ecológica do Itaí será administrada por uma comissão gestora, composta por entidades cadastradas, proponentes do projeto. Essa comissão será formada por escolha direta entre as entidades integrantes, a organização de cadastro de entidades e escolha inicial da comissão gestora poderá ser desenvolvida pela comissão provisória articuladora do projeto com registro em ata e publicidade da decisão.    
    O Poder Executivo Municipal fará obrigatoriamente parte da administração da Trilha Ecológica do Itaí, podendo ou não participar da comissão gestora.Competências da administração da trilha:I – elaborar, aprovar e executar o Plano de Implantação e Gerenciamento do Projeto.II – promover educação, pesquisa e proteção ambiental, turismo e o lazer compatível com a finalidade de difundir o valor multicultural da flora, fauna e recursos naturais, bem como sua utilização sustentável;III – proteger o bem ambiental na trilha ecológica, mantendo vigilância e controle sobre a ocupação e utilização do espaço associado ao projeto;IV – realizar de forma sistemática e organizada, registros e documentação administrativa da trilha ecológica;V – registrar e arquivar para acervo público os projetos ambientais cadastrados vinculados a trilha ecológica, visando à plena utilização para conservação e preservação da natureza, para pesquisa científica e educação,

Blog da Escola Estadual Pedro Maciel do Itaí: http://escolapedromaciel.blogspot.com/2009_08_01_archive.html

Na festa dos 70 anos - em 2008 - o Esporte Clube São Luiz segura a pressão do Internacional de Porto Alegre

 
    O ano era 2008, o dia 20 de fevereiro, data em que o Esporte Clube São Luiz de Ijuí completava seus 70 anos de existência, e para tal evento uma grande festa foi preparada e realizada na baixada: a presença do Esporte Clube Internacional de Porto Alegre.
Larley tenta uma jogada no empate do Internacional de Porto Alegre com o São Luiz

    A Equipe aniversariante saiu na frente, cedeu o empate, mas no final resistiu à pressão colorada.
Comemoração do gol colorado

    O acontecimento foi destaque na imprensa nacional. Veja aqui a reportagem completa feita pela editoria do Globo Esporte: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Internacional/0,,MUL307070-4410,00.html



Veja também a notícia sobre o jogo no site oficial do internacional: http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=2&setor=18&secao=&codigo=6448

sábado, 25 de dezembro de 2010

Associação Tradicionalista Querência Gaúcha

 

Fonte:   Blog da Marli M. Siekierski
Publicado em 24/09/2012. Disponível em: http://www.ijui.com/blog-da-marli-m-siekierski//39924-folclore-etnia-associacao-tradicionalista-querencia-gaucha.html

“Gaúcho eu sou.
Nasci feliz.
Nesta terra formosa onde estou
Sob o céu deste lindo país.
Vim lá de fora...”

(Trecho da Canção do Gaúcho de José Claudio Machado)

O amor pelas tradições do Rio Grande do Sul é muito forte. Quem nasceu aqui ou quem veio de outros países forma esta imensa corrente de amor pela cultura gaúcha.
Podemos ter ascendência indígena, alemã, africana, árabe, austríaca, espanhola, leta, lituana, italiana, portuguesa, polonesa, sueca, russa, japonesa, argentina, uruguaia, paraguaia ou outra, das tantas que constituem a população do Rio Grande do Sul, não importa.
O que vale é o respeito e a valorização de cada ser como pessoa, sua origem, laços familiares e o sentimento cultivado tanto pelos nativos ou que passou a cultivar pela terra que acolheu os povos que aqui chegaram, ou seja, o querido Torrão Gaúcho.
Os versos rimados, a música, a dança acompanhada do chimarrão gostoso cercado de símbolos e elementos enriquecedores desta cultura são cultuados nos galpões e querências do interior e da cidade.
Ijuí, município situado na região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul é o berço do tradicionalismo gaúcho, pois em 1943, um grupo de pessoas amante dessas tradições, fundou o primeiro Centro de Tradições Gaúchas do Estado, o CTG Farroupilha, uma das onze entidades que congregam a Associação Tradicionalista Querência Gaúcha, a qual integra a UETI, União das Etnias de Ijuí.
E para conhecer um pouco da história e os elementos folclóricos ligados à tradição gaúcha que estarão sendo mostrados no desfile étnico no próximo dia 30 de setembro, apresentamos a pesquisa e organização de Vera Lúcia Klein Rodrigues, Diretora Cultural da Querência Gaúcha.

ASSOCIAÇÃO TRADICIONALISTA QUERÊNCIA GAÚCHA

Primeiramente denominada “Entidade Tradicionalista Querência Gaúcha”, fundada em 13 de março de 1990, pelo então Patrão: Major Maximiliano Bogo e Patrão de honra: Aldo Patrocínio de Azambuja.
A partir de 16 de dezembro de 2001, passa a ter a denominação atual: “Associação Tradicionalista Querência Gaúcha”.
Sua sede é o galpão crioulo, localizado no Parque Regional de Feiras e Exposições Wanderley Agostinho Burmann, BR 285, Ijuí RS.
Tem por objetivo a reunião das entidades tradicionalistas de Ijuí, legalmente constituídas e associadas.
O desenvolvimento de atividades de cunho artístico-cultural, social, esportivo e campeiro adstringindo-se, especialmente, ao Folclore e à Tradição Gaúcha, em suas variadas, puras e autênticas manifestações.
 Colaborando com os poderes públicos, organismos estatais e entidades privadas, em atos cívico-patrióticos e outras iniciativas que exaltem e preservem o patrimônio artístico e cultural do Rio Grande do Sul. Movimento Tradicionalista Gaúcho, integrado às onze Etnias, à qual, desenvolve a prática cultural durante a EXPOIJUI-FENADI, além de oferecer a culinária gaúcha em sua casa.
A Associação das Entidades Tradicionalistas de Ijuí rege-se sob a égide da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho, aprovado no VIII Congresso Tradicionalista de 1961, em Taquara, RS.

Compõe-se, atualmente, das seguintes Entidades:

- Centro de Tradições Gaúchas Clube Farroupilha,
- Centro de Tradições Gaúchas Laureano Medeiros,
- Centro de Cultura Nativa Piazito Carreteiro,
- Centro de Tradições Gaúchas Avô Maragato,
- Grupo de Folclore Fogo de Chão,
- Grupo de Folclore Chaleira Preta,
- Grupo de Arte Nativa Cabo Toco,
- Grupo de Folclore Chão Batido,
- Centro de Tradições Gaúchas Querência Xucra,
- CTG Aurora Pampeana
- CTG Velho Vargas.

A Patronagem atual está assim constituída: 2012 /2013

Patrão : Diomar Luis Kramer
1º Capataz: Rodrigo Darós
2º Capataz: Loivo dos Santos
Capataz Geral: João da Silva
1º Sota-capataz: Viviane da Silva
2º Sota-capataz: Vilmar Pereira
1º Agregado das Pilchas: Lairton R.F. de Souza
2º Agregado das Pilchas: Orione  Nunes Rodrigues
1º Agregado Campeiro: Luis Cavinato
2º Agregado Campeiro: Altemir Thomé
3º Agregado Campeiro: Marcelo Dezordi
1º Diretor Cultural: Vera Klein Rodrigues
2º Diretor Cultural: Susana dos Santos Kramer
1º Diretor Artistico: Mara Oliveira
2º Diretor Artistico: Clair Rosane
3º Diretor Artistico: Maria Nicoleti

Conselho Superior: 1º Luis Martins, 2º Nilva Brum Oliveira e 3º Ademar Mariano Oliveira.

Para este desfile os gaúchos apresentam:

Em primeiro plano os Símbolos Oficiais:

O Hino, a Bandeira e o Brasão de Armas.

Bandeira: A bandeira gaúcha, com o formato que tem hoje, apareceu durante a campanha republicana no Brasil, ocorrida na segunda metade do século XIX, porém tem sua origem na época da Revolução Farroupilha, quando os farrapos utilizavam como bandeira um pavilhão onde figuravam as cores amarelo e verde (da bandeira do Brasil), separados pela cor vermelha, maragato, significando o desejo de república.

Brasão de Armas: O Brasão foi adotado pelo mesmo decreto que instituiu o Hino e a Bandeira do Estado. Acredita-se que foi desenhado originalmente pelo padre Hidelbrando e em arte final pelo Major Bernardo Pires, sendo muito semelhante ao usado na época dos farrapos. O brasão é o mesmo que aparece no centro da bandeira estadual.

Sob o brasão, Lê-se o lema "Liberdade, Igualdade, Humanidade". Lema esse que tem origem  na Revolução Francesa. No centro está um barrete frígio, um símbolo republicano desde a queda da Bastilha.

O brasão rio-grandense é o mesmo da época dos farrapos com algumas pequenas modificações. Por isso possui a inscrição "República Rio-Grandense", junto com a data do início da Revolução Farroupilha, 20 de setembro de 1835, data amplamente comemorada no estado.

HINO: O Hino Rio-Grandense tem letra de Francisco Pinto da Fontoura, música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real.

Em seguida, outros símbolos do nosso Estado, estabelecidos por leis:

ÁRVORE SIMBOLO: “ERVA MATE”

A importância do mate na formação do Gaúcho foi além do aspecto econômico, pelo seu uso generalizado tornou-se tradicional.
O uso de erva-mate remonta aos índios guaranis que habitavam este território.     Segundo várias fontes históricas, inicialmente o mate era usado somente pelo feiticeiro ou pajé que recebia inspiração e proteção, atribuindo seu uso a Tupã (Deus do Trovão) que transmitia suas virtudes através dela.
O mate logo passou dos índios para os conquistadores, e daí para os mestiços, crioulos, negros, açorianos e colônias de imigrantes, atravessando o tempo como algo valiosíssimo, conservando suas características e confirmando a tradição popular até nossos dias.

PÁSSARO SIMBOLO:  “O QUERO-QUERO”

Ave tradicional dos campos gaúchos, com o chamativo de preto,    branco e cinzento na plumagem, o penacho na cabeça com cauda branca e os olhos vermelhos, é facilmente encontrado em todas as estações do ano.
Chamado de “Sentinela dos Pampas” está sempre em alerta, noite e dia, dando sinais à grande distância de quem se aproxima. Vê-lo cruzando no céu ou ouvi-lo cantando ao longe é como receber boas-vindas por estar no RS.

* FLOR SIMBOLO: “ BRINCO DE PRINCESA” Sua indicação como flor-símbolo, foi devido ao seu aspecto de grande beleza, facilidade de cultivo e potencial paisagístico.

*ANIMAL SIMBOLO: “O CAVALO CRIOULO”

Rústico, resistente e versátil. Sempre fiel, foi o guerreiro dos índios.   Hoje, mesmo com o avanço tecnológico, o cavalo ainda não pode ser substituído por máquinas nas lidas de campo. Talvez, porque no pensamento mais profundo, o homem não queira perder este,  muitas vezes, membro da família, outras tantas, amigo - como se pode sintetizar esta relação de afeto entre o gaúcho e seu cavalo.

*  PLANTA MEDICINAL – “A Marcela ou Macela”

*A BEBIDA –  “o  Chimarrão”
O mate também simbolizou, ao longo dos séculos, a hospitalidade do gaúcho, que é uma das marcas tradicionais do nosso povo.

* O PRATO TÍPICO- “Churrasco”
Surgiu no Rio Grande do Sul no século 17. Era feito em um buraco no chão e a carne temperada com cinza. Com o tempo novas técnicas foram aperfeiçoando o preparo do churrasco. Hoje em qualquer lugar do Brasil encontram-se gaúchos servindo o prato típico.

*O INSTRUMENTO MUSICAL- “a Gaita”
O deputado Gilmar Sossella protocolou perante a Assembléia Legislativa um projeto com a pretensão de resgatar a história de um instrumento que faz parte da história musical do Estado e que está presente na maioria das composições regionalistas.
Os primeiros registros da sua presença no Brasil remontam à guerra do Paraguai, mas ela só se tornou verdadeiramente popular no país no final do século XIX, com as levas de imigrantes italianos, que traziam consigo os seus acordeões.

* A ESCULTURA SÍMBOLO- “O Laçador”
Estátua do Laçador é patrimônio histórico e cultural do RS, Lei estadual nº 12.992. Localizado na entrada da capital, Porto Alegre. Esse monumento é a representação do homem rio-grandense, que com sua pilcha (traje típico gaúcho) e suas boleadeiras, transparece a cultura de seu povo. Criada pelo artista Antônio Caringi, a estátua foi originalmente feita em gesso e posteriormente reproduzida em bronze. O tradicionalista Paixão Cortês foi a inspiração para a criação do monumento, que mede 4,45 metros de altura e pesa 3,8 toneladas.
No carro alegórico, os gaúchos apresentam um pouco dos seus “Usos e Costumes” sob o título de  “COISAS NOSSAS”...
Fogo de chão, chaleira preta, “roda de chimarrão”, o churrasco, pelegos, tertúlia dos gaúchos tocando violão, gaita e cantando, a chula e o fandango.

JOGO DE TRUCO  ( NO CHÃO) ( APRESENTADO PELA INVERNADA DO CTG C. FARROUPILHA)
O Jogo de Truco tem como finalidade, um lazer sadio, criar novas amizades, oportunizar a confraternização entre peões e prendas.

PRENDAS E PEÕES COM INDUMENTÁRIAS DE ÉPOCA
( estancieiros- chiripá-  bombacha...)

SÃO COISAS DE GAÚCHO:
O apego à Querência, à Pátria, aos valores  e educação...
A Preservação da Cultura...
O apego ao fogo de chão, ao mate, à tertúlia, ao churrasco...
A sua indumentária típica do homem do campo, bombacha, bota e espora
Lenço no pescoço, faca na cintura e o laço na mão...
 
SÃO COISAS NOSSAS:

O apego à família...
Às nossas prendas bonitas
Sempre mulheres  guerreiras
Que lutam e são faceiras
Ao lado do seu peão...
Apego aos fandangos e cantorias...
Apego a festas religiosas como  O Terno de Reis
Apego a muita alegria com uma Carreira de Bois.
Apego ao simples jogo do ” Osso”, Sete em Portas e ao Truco !
Que outro grita Retruco! Prosseguindo a diversão...
E assim é o povo gaúcho...
Que se apega também ao novo, mas não descuida a Tradição!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Principais efemérides de Ijuí entre os anos de 1890 - 1940


     Efemérides significam segundo a Wikipédia em latim, "memorial diário", "calendário" (ephemèris,ìdis), ou, em grego, "de cada dia" (ephémerís,îdos). A palavra efêmero/a ("que dura um dia") tem a mesma etimologia.
    Uma efeméride é um fato relevante escrito para ser lembrado ou comemorado em um certo dia, ou ainda uma sucessão cronológica de datas e de seus respectivos acontecimentos. Há a possibilidade de classificá-la de diversas formas, como, por exemplo, histórica, vexilológica ou hagiográfica.
     Na revista e Álbum Comemorativo do Cinqüentenário de Ijuí, publicado no dia 19 de outubro de 1940 encontramos de forma ordenada o primeiro registro histórico das principais efemérides do município de Ijuí, levantadas desde quando da fundação da Colônia de Ijuí até o registro das grande Exposição Agro-Pecuária-Industrial realizada no dia 19 de outubro de 1940, durante as festividades do cinqüentenário de Ijuí.
     Reproduzimos abaixo a seqüência de páginas publicadas no Álbum Comemorativo ao Cinqüentenário que relacionam cronologicamente os principais fatos e acontecimentos da cidade de Ijuí até 1940:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Primeiro voo Ijuí - Porto Alegre pela VARIG em 1954


Envelope comemorativo com o carimbo do primeiro voo Ijuí - Porto Alegre realizado pela VARIG no dia 12 de janeiro de 1954.

Debate e polêmica: Presença de representação indígena na FENADI


 Aldo Berro, professor de história em Ijuí, pesquisador de culturas, sociedades e povos antigos, através de um excelente artigo em seu blog:http://alboberro.blogspot.com/2010/10/fenadi-2010-polemica-etnica.html levanta o debate e a polêmica sobre a presença ou não de representação dos povos indígenas dentro do Movimento Étnico denominado de FENADI - Feira Nacional das Culturas Diversificadas de Ijuí, sugrido em 1985, e realizada anualmente nas dependências do Parque de Exposições Wanderley Burmann.
O questionamento de Aldo surge diante do fato de que a FENADI foi criada com o principal objetivo de “resgatar” algumas coisas das culturas dos grupos “colonizadores” que vieram aqui se instalar para tornar  possível a existência da Colônia de Ijuí. Portanto, como a cidade de Ijuí foi formada exclusivamente por famílias de colonos europeus oriundos das colônias velhas já criadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul no século XIX, não há embasamento histórico e social da participação e o envolvimento dos grupos indígenas ou ameríndios na proposta da FENADI, sem que com isso venhamos desvalorizar ou reconhecer que certamente, antes mesmo do “homem branco” chegar por aqui, eles já habitavam essas terras, e certamente também tiveram um papel importante na construção e progresso da cidade de Ijuí.
No final do artigo Aldo coloca ainda: “...Se a questão é se deve-se ou não criar um espaço para os “índios”, é claro que sim, mas com o devido respeito e importância que os mesmos merecem, e principalmente que nós historiadores, os ajudemos a resgatar a historia que os ditos civilizados fizeram questão de destruir, pois hoje se os indígenas estão na condição que estão é porque perderam sua cultura, destruída pelos colonizadores, e pelo preconceito de pessoas que os vem como diferentes do homem branco e que não devem ter uma vida contemporânea, com todas as comodidades que temos”.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ijuí > Ontem & Hoje! - Primeira sede do Jornal Correio Serrano

Imigrante alemão que fotografou Ijuí a partir da década de 1930

     O professor José Augusto Fiorin, graduado em História e pós-graduado em Ciências Sociais reproduz em seu blog importante artigo01 no qual revela que o “hobby” do imigrante alemão, Christian Walter, um dos proprietários do “Moinhos Walter” ou “Moinho Ijuí”,02 era – além de industrialista da farinha - também fotógrafo nos dias de folga. 
O fotógrafo Christian Walter tinha Ijuí em seu coração
 Além de registrar fatos e acontecimentos importantes na família também gostava de bater fotos da cidade de Ijuí que lhe acolheu com muito amor e carinho. 
Nesta foto batida por Christian Walter aparece a Praça da República em 1941, depois de reformada pela administração do Prefeito Emílio Martins Bührer. O coração de Ijuí foi mudado para mostrar a todos que o ciclo do coronelismo de Dico estava definitivamente superado. A foto foi clicada por Christian em frente da Igreja da Natividade. Aparecem ainda os prédios da Prefeitura, do Clube Ijuí e do Edifício Hocevar.
A revelação desse “hobby”foi feita por seu filho Harry Walter (hoje com mais de 80 anos). O qual informou ao professor Hilário Barbian que o gosto de fotografar do seu pai começou por volta de 1935, e dali para frente centenas de fotos foram batidas por Christian Walter. 
Outra foto histórica de Ijuí colhida por Christian Walter em torno do meio dia de um domingo de julho de 1934. O fotógrafo postou-se em frente do local onde hoje está o Edifício Moreno, conseguindo clicar uma vista inédita da cidade. A Rua do Comércio, acima dos trilhos, ainda era de chão batido. No horizonte, ainda havia matos nativos.
 Ele era um homem com visão de futuro e das mudanças que sempre acontecem, e assim justificava seu interesse em fotografar dizendo sempre que “no futuro meus filhos e meus netos poderão ver como era a cidade de Ijuí...”. Registrado na reportagem como o “alemão imigrante que gostava de fotografar Ijuí”, Christian Walter deixou não somente para a família este grande presente, mas também para todos ijuienses que amam esta terra imagens inéditas e sem dúvida históricas, que nos mostram um pouco mais de como era a cidade de Ijuí no século XX.
O registro de Christian agora é da rua do Comércio, no dia 25/jul/1937: 1) Consultório do Dr. Kulmann, hoje Relogioaria Vogt; 2) Antigo ônibus Chevrolet da Viação Koch, de Panambi, enfeitado devido ao Dia do Colono; 4) Oficina mecânica de Alberto Sabo; 5) Casa de Móveis de Alberto Jost; 6) Edifício de um Hotel, hoje Loja Quero-Quero; 6) Edifício que foi a 1ª sede da Rádio Progresso.

Importante:

1.  O artigo publicado no blog do professor José Augusto Fiorin em relação ao texto original escrito  pelo professor Hilário Barbian e publicado originariamente no jornal “Hora H”, de Ijuí,  na seção "A história através da fotografia", no dia 27 de março de 2007, é o mesmo, apenas está mais enriquecido por mais fotografias.
2. O “Moinho Ijuí” está localizado na rua Bento Gonçalves (e recentemente comemorou 85 anos de atividades em Ijuí). Para ver a reportagem sobre as festividades e o histórico da indústria acesse: http://www.ijuhy.com/noticia-ler.php?id=19293

sábado, 13 de novembro de 2010

Exposição virtual "Memória das Urnas" em Ijuí

Queremos socializar aqui a excelente exposição virtual disponibilizada pelo Museu Antropológico Augusto Pestana de Ijuí (http://www.unijui.edu.br/content/view/4879/3935/lang,iso-8859-1/) denominada de “Memória das Urnas”. A mesma tem como objetivo resgatar a história das eleições municipais em Ijuí, desde 1890 aos dias atuais.
Facsimile do menu principal da Exposição Virtual do Museu Antropológico Diretor Pestana de Ijuí
Esta exposição virtual é um projeto experimental realizado pelos acadêmicos e acadêmicas matriculados no componente curricular Práticas de Graduação I, do segundo semestre de 2008, do curso de História: Alisson da Silva Legonde, Andre Gabriel do Nascimento, Carlos Alexandre Oliveira Ávila, Charles Martin Ketzer, Daiane Pessoto Denes, Edilson Tome da Rosa, Emanuel Furini Fiúza, Fabiano Schultz Hildebrandt, Gabriel Woitchumas Kryszczun, Graciele da Rosa, Jeovani Rodrigues Jacques, Leomar Borba Medeiros, Tiago de Cordova e Vânia Kusiak, do Departamento de Ciências Sociais da UNIJUI. Sob a coordenação de Belair Stefanello e Juliana Portolan Amaral, funcionárias do Museu Antropológico Diretor Pestana e da professora Sandra Maria do Amaral.
A exposição resgata várias fotos históricas de dezenas de candidatos nas eleições durante todos os 120 anos de história de Ijuí. Exemplo disso é a foto acima onde aparece o comerciante e Intendente Antonio Soares de Barros - o Cel. Dico em pleno comício no início do século XX  O trabalho inclui uma galeria de todos prefeitos e lideranças de Ijuí, além de fotos e propagandas políticas de candidatos a prefeito e a vereadores em cada eleição.

Cidade de Ijuí tem mais de 78 mil habitantes

A população de Ijuí em 2010 é de 78.916 habitantes. Este é um dos dados do relatório que foi apresentado pelo Censo do IBGE em ato desenvolvido ontem à tarde no Salão Farroupilha, da prefeitura. O número foi atualizado em relação ao levantamento publicado no Diário Oficial da União no dia 4. O coordenador de subárea do Censo 2010, Valério Neumann, fez um raio X do município de Ijuí, que aparece com uma população concentrada em 91% na zona urbana, contra um percentual de 9% da zona rural. Os dados revelados por Neumann indicam que atualmente existem 26.781 domicílios ocupados em Ijuí. Em contrapartida, existem 1.673 domicílios vagos e outros 728 de uso ocasional, ou seja, aqueles ocupados por estudantes ou por pessoas que não residem permanentemente no município. "Temos um constante e intenso crescimento do número de unidades domiciliares, do número de edificações, mais de 1.700 unidades em relação à contagem de 2007", revela Neumann. Outro dado apontado pelo censo é de que 31 domicílios são considerados improvisados, ou seja, não são para habitação, mas os proprietários vem utilizando com esta finalidade.
O número de moradores de domicílio foi outro ponto importante apontado pelo representante do IBGE. O censo 2010 revela que existe uma média de 2,95 moradores por domicílio em Ijuí, contra 3,68 indicados em 1991. É por isso que o crescimento das construções não corresponde a um crescimento populacional. "Apesar de termos um número crescente de  domicílios isso não se reflete na mesma marcha no total da população, por causa da média de moradores por domicílio que caiu 0.93 , destacou.
Valério Neumann alertou ainda durante o encontro que aumentou consideravelmente a população com mais de 50 anos e que diminuiu a população na faixa etária de zero até 9 anos. O número de ocupantes de domicílios que possuem até 3 anos, é de 3,37%,enquanto que o número de moradores acima de 69 anos fica em 6,82%.
Neumann considera que os dados apresentados são um reflexo fiel da atualidade em Ijuí. Apesar de estar correndo o prazo de 20 dias para que as prefeituras apresentem recursos contestando os dados do Censo, Ijuí não deve recorrer dos números preliminares publicados. Nesse caso, os dados divulgados devem ser oficializados no dia 27.  Ele informa que a pessoa que porventura não tenha sido cadastrada tem até o dia 21 pode ligar para o 0800-721-8181 ou acessar o site www.censo2010.ibge.gov.br.

Municípios da Amuplam não vão registrar alteração de repasse no FPM

Os municípios da Amuplam apresentaram variações populacionais positivas e negativas, segundo os números oficiais preliminares do Censo 2010. Porém os números não vão surtir efeito nos coeficientes que determinam os repasses de recursos federais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que tem por base o número de habitantes dos municípios, calculado de acordo com faixas específicas.
Houve municípios que apresentaram crescimento. Outros, porém, decresceram, mas nenhum sofreu impacto direto nas finanças municipais. Ijuí vai manter o coeficiente (2.6) e não alcançará o sonho de chegar a um novo patamar no bolo tributário federal. A troca de coeficiente para 2.8, poderia representar 1,2 milhões a mais para Ijuí.  Mas para isso, faltaram 2.589 habitantes.
Ijuí é a cidade com maior população da região. Está na frente de Santo Ângelo (76.147 habitantes), Santa Rosa (68.573) e Cruz Alta (62.800). A cidade que mais cresceu foi Santa Rosa (6,5%). A cidade que mais recuou foi Bozano, com um decréscimo populacional de 4,36%. Os números consideram a variação em relação aos dados preliminares do Censo e a Contagem de 2007.
No Rio Grande do Sul, em comparativo ao número de habitantes estimado em 2009, o Censo 2010 registra queda de 3,1% na população. O levantamento aponta que 275 municípios gaúchos têm menos moradores do que 10 anos atrás., ou seja, 55% do total. O RS tem a menor taxa de crescimento populacional do país. Com um incremento de 3,8%, índice semelhante às médias dos países europeus, revelando uma tendência dos países emergentes. Dos 10 municípios que mais cresceram no Estado, seis são do Litoral Norte. Na lista, Xangri-lá, Arroio do Sal, Balneário Pinhal, Imbé, Cidreira e Capão da Canoa.

Fonte: Jornal da Manhã de Ijuí, do dia 13/11/2010. Disponível em:  http://www.jmijui.com.br/noticia.php?id=526

Ijuí > Ontem & Hoje! - Edifício Scharnberg

Esquina da Rua 15 de Novembro com a rua do Comércio

domingo, 7 de novembro de 2010

Histórico da construção da Igreja Evangélica de Ijuí - "Igreja da Cruz" ou "Igreja do Relógio"!

As lutas e controvérsias na manutenção da construção da atual Igreja


De acordo com o blog “Polêmica” da Rádio Jornal da Manhã (http://polemicajm.blogspot.com/); site da Rádio Progresso de Ijuí (http://radioprogresso.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=26736:juiz-proclama-decisao-sobre-igreja-do-relogio&catid=21&Itemid=50); ong Defender (http://www.defender.org.br/ijuirs-justica-determina-restauro-de-templo/) parece estar próximo do fim a celeuma instalada no caso da Igreja do relógio em Ijui. A questão que tramitava na justiça a dois anos teve decisão na quinta-feira, dia 04/11/2010, quando o juiz da 3ª Vara  Civel Nasser Hatem sentenciou a necessidade de os réus, no caso da prefeitura e da Comunidade Evangélica a restaurar a igreja mantendo as características estruturais hoje existentes no templo religioso. 


Segundo a decisão do juiz, estas obras que vão abarcar tanto a parte interna quanto externa precisam obedecer os critérios e parâmetros normativos e técnicos concernentes à intervenção num prédio de valor histórico,cultural, artístico e arquitetônico, a fim de que a estrutura original seja preservada.
Na mesma ação, o titular da 3ª Vara Cível também determinou que o executivo municipal instaure processo administrativo para que este mecanismo culmine, no prazo máximo de um ano, com a decisão de tombar ou não este imóvel tradicional da Colméia do Trabalho.
 Portanto, de acordo com a sentença o município e a comunidade religiosa tem 30 dias para elaboração de um novo projeto, com multa de três mil reais por dia de atraso a determinação judicial. A ação ainda tramita em julgado, e há possibilidade de defesa. 

Histórico das discussões e causas do impasse jurídico 


O projeto inicial de reforma apresentado pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil - IECLB mantém a torre frontal e a parte do altar, nos fundos, propondo a demolição e construção do corpo da igreja em tamanho maior. Os defensores dessa proposta chegaram a coletar diversas assinaturas de apoio ao projeto. Já o Conselho Municipal de Cultura de Ijuí (Comuci), que retomou os projetos de preservação do patrimônio histórico e cultural do município, defende a preservação da Igreja por seu ‘significativo valor histórico e cultural’. Segundo a presidente do conselho, Leonilda Preissler, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também emitiu parecer recomendando a restauração do templo pelo seu valor histórico.
Sem alvará do Corpo de Bombeiros, nos últimos anos a Igreja da Cruz deixou de ser utilizada para as celebrações, que ocorrem no Centro Evangélico. O prazo de 30 dias estabelecido para que a comunidade evangélica dê início à restauração é o mesmo tempo que o Executivo tem para proceder o tombamento do prédio.

Resgate histórico da construção da Igreja Evangélica de Ijuí

Quando se vê uma grande discussão judicial sobre a restauração ou não de um cartão postal, patrimônio cultural e religioso de Ijuí, mesmo que ainda não oficialmente, gostaria de trazer a tona um pouco da história da construção da Igreja Evangélica de Ijuí “do relógio”, como é mais conhecida. Nossa fonte de pesquisa é o livro comemorativo  lançado em setembro de 1979, anunciando as festividades no ano seguinte (1980) dos 85 anos da Comunidade Evangélica de Ijuí, RS,  fundada em 1895.
O livro  foi organizado pelo professor Alexandre Heim, e segundo ele informa no prefácio, “o presente trabalho estava estruturado em duas partes: a primeira, uma tradução quase literal da ‘Tentativa de uma Apresentação Histórica’da Comunidade Evangélica de Ijuí, de autoria do ilustre antropólogo e jornalista Dr. Martin Fischer...; a segunda, um relato dos acontecimentos mais significativos da nossa Comunidade, de 1964 até a atualidade (1979)”.
O primeiro artigo, escrito pelo Dr. Fischer na verdade foi publicado, inicialmente em língua alemã, quando da Festa do Cinqüentenário da Igreja da Cruz, como também é conhecida a Igreja Evangélica de Ijuí, centro. No prefácio escrito pelo autor em 8 de maio de 1964, o mesmo  informa que por não existirem documentos originais e oficiais dos primeiros 15/20 anos de trabalho da Igreja (destruídos durante a I Guerra Mundial) ele precisou escrever seu artigo baseado num “estudo minucioso da literatura correspondente e pesquisa em jornais e registros locais.... A tarefa, então, não consistia mais em redigir uma história da Comunidade Evangélica de Ijuí, mas em reunir e pôr a salvo tanto quanto possível do indireto material da consulta disponível, para um futuro relato histórico, antes que essas fontes indiretas de pesquisa ‘secassem’, fossem ‘soterradas’ou simplesmente desaparecessem”.
Nosso espaço aqui, no momento, não é registrar ou transcrever o início ou a história completa da Comunidade Evangélica de Ijuí. Queremos aqui apenas recuperar, registrar e socializar algumas informações escritas pelo Dr. Martin Fischer e pelo professor Alexandre Heim sobre todo o movimento comunitário, o contexto da época, e toda a caminhada em prol da construção, e manutenção do principal templo religioso dos evangélicos de Ijuí, isto é, a Igreja da Cruz ou “do relógio”.
Para tanto vamos recortar e trazer aqui alguns trechos (fac-simile) publicados no livro, editado pela então Gráfica Michaelsen, intitulado “Comunidade Evangélica de Ijuí. 85 anos, 1895-1980”.

No princípio!

A Comunidade Evangélica iniciou suas atividades oficialmente na então “Colônia de Ijuhy” no dia 19 de janeiro de 1895.  Foi somente na gestão (1903-1912) do Pastor Hermann Rosenfeld que se iniciou os preparativos e o movimento para a construção do templo principal dos evangélicos da Colônia.

Lançamento da Pedra Fundamental da Igreja da Cruz, em 7 de janeiro de 1909
Assim, de acordo com o livro comemorativo dos 85 anos da Comunidade Evangélica, e artigo escrito pelo dr. Martin Fischer, através da ousadia – para a época – do Pr. H. Rosenfeld foi lançado festivamente, a 7 de janeiro de...

Festa da Cumeeira (Richtfest) da Igreja da Cruz, em 1912
Outro aspecto da Festa da Cumeeira (Richtfest), em 1912
Flagrante dos serviços de reforma e pintura para a comemoração do 85o aniversário - 1979

Comunidade Evangélica completou 115 anos no dia 19 de janeiro de 2010.

O Portal Ijuhy.com fez uma excelente e completa reportagem histórica sobre todo trabalho e presença da Igreja de Confissão Evangélica Luterana de Ijuí. 
No site há muitas fotos que mostram todo trabalho desenvolvido durante mais de século. Acesse:

domingo, 31 de outubro de 2010

Capital social e padrões de participações político-social em Ijuí

 O artigo “Capital social e padrões de participações político-social em Ijuí, RS”, foi escrito pelo professor Dejalma Cremonses (http://www.capitalsocialsul.com.br/capitalsocialsul/). O trabalho (disponível em sua íntegra em: http://br.monografias.com/trabalhos915/capital-social-padroes/capital-social-padroes.shtml
O objetivo desta pesquisa foi examinar os níveis de participação político-social do município de Ijuí – Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. A hipótese principal é que práticas cada vez menos recorrentes de ações cívicas (participativas, associativas e de confiança) entre os membros da comunidade nas últimas décadas constituem a principal causa da variação negativa do capital social do município. O referencial teórico e metodológico utilizado nesta tese segue a abordagem do capital social, proposta por Robert Putnam. A segunda parte deste estudo analisa os resultados do survey aplicado no ano de 2005 (400 entrevistas). A comparação longitudinal entre o survey 2005 com o de 1968, indica o declínio de manifestações cívicas com a diminuição da participação política convencional; altos índices de desconfiança; redução do associativismo e cooperação. Estes resultados comprovam a hipótese central da variação negativa do capital social em Ijuí.
Ainda no plano teórico, segundo o autor destaca na introdução, este trabalho busca alcançar os seguintes objetivos específicos: a) tratar da análise teórico-prática da participação como pressuposto básico da democracia, fundamentada na teoria democrática, bem como avaliar os déficits da participação no contexto da democracia latino-americana e brasileira; b) estudar a variável participação no debate da cultura política e do capital social; c) avaliar os limites da participação na cultura política brasileira; d) revisar os estudos que tratam da participação político-social ao nível local, tendo como objeto de estudo o município de Ijuí, considerando seu passado histórico e sua cultura política; e) efetuar a abordagem conceitual das principais matrizes da cultura política (a matriz autoritária do coronelismo, do movimento integralista e da herança do trabalhismo); f) apresentar a Cotrijuí, o Movimento Comunitário de Base (MCB) e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ijuí, a Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado até a Universidade do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (FAFI/Fidene/Unijuí), como exemplos de capital social, instituições nascidas do espírito associativo e da participação da população ijuiense; e g) analisar o comportamento político e o capital social da sociedade ijuiense nos dias atuais.
No capítulo 4, apresenta-se a participação nas principais matrizes da cultura política de Ijuí, bem como trata-se da organização social e econômica do município. O objetivo do capítulo não é fazer uma história do município, mas traçar um rápido esboço do processo de formação e desenvolvimento local, para melhor compreender o quadro político existente. Para isso o capítulo foi dividido em três seções: a primeira localiza o município e apresenta aspectos gerais da população e da economia; a segunda seção trata da evolução histórica, social e econômica; e a terceira trata da evolução da cultura política de Ijuí, apresentando manifestações de coronelismo (nas administrações de Augusto Pestana e Antônio Soares de Barros), além de discutir as matrizes do integralismo e do trabalhismo no poder local.
No capítulo 5, trata-se das formas de participação político-social e capital social em Ijuí – uma comparação longitudinal entre os anos de 1960 e 2005. Apresenta-se o Movimento Comunitário de Base (MCB), a Cotrijuí e a FAFI/Fidene/Unijuí como exemplos de empoderamento comunitário nos anos de 1950 e 60 e, ainda, o comportamento político do ijuiense (perfil, percepção política, variáveis referentes ao capital social). O capítulo está dividido em quatro seções específicas: a primeira discorre sobre a Cotrijuí – exemplo de cooperação entre os produtores rurais; a segunda, apresenta o Movimento Comunitário de Base como exemplo de participação comunitária; a terceira, aborda a experiência da FAFI/Fidene/Unijuí como instituição de referência regional na questão da educação e inserção comunitária, além de ser mentora intelectual do processo participativo e cooperativo regional. A última seção apresenta os resultados do survey (2005), especialmente aqueles que se referem ao comportamento político e ao capital social do ijuiense.
O capítulo final (6) é dedicado à análise e a interpretação da investigação empírica da variação dos níveis de capital social (níveis de confiança, associativismo, cooperação e participação) dos cidadãos ijuienses, e aponta para as prováveis razões da variação negativa do capital social no município. O capítulo está dividido em três seções: a primeira apresenta dados que comprovam a erosão da sociabilidade do ijuiense; a segunda trata do declínio das manifestações da política convencional: e a terceira apresenta dados que demonstam a estagnação do PIB e do IDH do município de Ijuí. A comprovação destes dados foi possível a partir de pesquisa junto aos dados eleitorais do TRE, dados econômicos (IDH e PIB/per capita) do IBGE e da FEE, além dos dados comparativos entre os surveys aplicados em 1968 e 2005, e dos depoimentos de lideranças políticas, educacionais e comunitárias locais que comprovaram a variação negativa do capital social em Ijuí.
O e-mail de contato com o professor Dejalma Cremonese que atualmente trabalha no Instituto de Sociologia e Política da Universidade Federal de Pelotas – UFPEL é: dcremo@uol.com.br
  Além deste artigo Dejalma Cremonese (que morou e foi professor na UNIJUÍ, entre os anos de 1998 até julo de 2009) escreveu outro importante artigo onde novamente a cidade de Ijuí é objeto de pesquisa e análise. Chama-se Capital social e educação: a experiência de Ijuí, RS”. O mesmo também está disponível em nosso blog