terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ponte sobre o rio Ijuí - Uma ponte histórica que virou sucata

A antiga ponte metálica sobre o rio Ijuí serviu aos usuários durante quase meio século. Foto do acervo do MADP. Publicado no Jornal O Repórter
 Série: História de Ijuí através da imprensa.
Autor do artigo: Jornalista e historiador Ademar Campos Bindé
Veículo: Jornal O Repórter - Ijuí - RS - dia 12/06/2010, página 10.

A imigração dos trabalhadores gaúchos para a amazônia legal (1970-1985 - As origem do município de Ijuí...

Colonos italianos durante desmatamento no século XIX. Fonte Revista Nossa História
Série: Teses, monografias e artigos sobre Ijuí publicados na internet.
Autoria: Larissa Kashina Rebello da Silva. Bacharel e Licenciada em História pela USP
E-mail para contato: larissa@klepsidra.net

domingo, 26 de dezembro de 2010

A origem do movimento étnico em Ijuí - a FENADI

     Historica reportagem de autoria da jornalista Janis Loureiro (texto e diagramação de Carine da Pieve), publicada no Jornal da Manhã de Ijuí, no dia 24 de julho de 2010, sobre a homenagem prestada pela Reitoria da Universidade de Ijuí - UNIJUÍ ao seu primeiro reitor, professor Adelar Francisco Baggio.
     Na oportunidade em que recebeu o diploma de professor emérito da UNIJUÍ, Baggio, após pontuar em seu discurso de agradecimento um pouco da história do reconhecimento da Universidade, aproveitou para relembrar quem foram os personagens e como foi o início da Feira das Culturas Diversificadas de Ijuí - a FENADI, que anualmente e periodicamente tem sido realizada. Eis a reportagem também publicada no blog da jornalista Janis Loureiro: http://janisloureiro.blogspot.com/2010/07/verdadeira-historia-da-origem-do.html
Jornal da Manhã de Ijuí, edição do dia 24 de julho de 2010

Criada trilha ecológica do Distrito do Itaí

Rio Ijuí sobre a ponte no Distrito do Itaí
         A Lei número 5.022, de 1º de julho de 2009,  que cria a Trilha Ecológica do Itaí foi  aprovada pela Câmara de Vereadores de Ijuí e foi sancionada pelo prefeito Fioravante Ballin  no dia 13 de julho de 2009 nas  da Escola Estadual Pedro Maciel localizada no Distrito do Itaí
    Estiveram presentes, além do prefeito, o vice-prefeito Ubirajara Teixeira, o presidente da Câmara de Veradores Tito Varaschini, a titular da 36ª Coordenadoria Regional de Educação Noemi Huth, diretora da escola Marlene Cadori, representantes de Clube de Mães, Círculo de Pais e Mestres, comunidade escolar, Conselho Distrital, Conselho Escolar, Água Fonte da Ilha e Ceriluz.O prefeito Ballin destacou a importância do momento para a comunidade do Itaí, que há tanto tempo busca a criação da trilha. “Agora vem o maior desafio: construir a trilha e ser exemplo de preservação do meio ambiente”, disse.O vice-prefeito ressaltou a postura do governo municipal frente às questões ambientais, lembrando de várias ações nesse sentido, como a criação da Secretaria de Meio Ambiente, a instituição do Fórum da Agenda 21, os 95 Ecopontos que recolhem pilhas e vidros, o debate sobre reflorestamento que vem sendo feito no interior.O vereador Tito, autor do projeto de lei, afirmou que “a criação da Trilha Ecológica é o primeiro passo para o turismo rural, o que tem que ser levado também a outros distritos de Ijuí”.A diretora da Escola observou a importância da lei para a comunidade, uma vez que a trilha vai potencializar o Itaí, oportunizando a maior preservação do meio ambiente e da água, melhorar as condições de vida e auto-estima dos moradores da localidade além de melhorias na infra-estrutura do Distrito.
     A Lei - Conforme a lei “Fica criada a ‘Trilha Ecologica do Itaí’, localizada junto à mata ciliar, as margens do Arroio do Mosquito, com a confluência do Rio Ijuí, Distrito de Itaí, Ijuí-RS, área de equilíbrio ambiental e importante ponto de interesse turístico, cultural, educativo, cênico e recreativo para Ijuí”. A Trilha será executada em áreas públicas e privadas localizadas as margens do Arroio do Mosquito, com a confluência do Rio Ijuí, Distrito de Itaí, Ijuí-RS, sendo que todas as execuções na trilha do Itaí deverão ser autorizadas pelos proprietários ou responsáveis das terras por onde segue.Ainda conforme a lei, as execuções de uso básicas da trilha são: educação ambiental orientada, estudo ambiental, pesquisa científica, recreação e turismo. A Trilha Ecológica do Itaí será administrada por uma comissão gestora, composta por entidades cadastradas, proponentes do projeto. Essa comissão será formada por escolha direta entre as entidades integrantes, a organização de cadastro de entidades e escolha inicial da comissão gestora poderá ser desenvolvida pela comissão provisória articuladora do projeto com registro em ata e publicidade da decisão.    
    O Poder Executivo Municipal fará obrigatoriamente parte da administração da Trilha Ecológica do Itaí, podendo ou não participar da comissão gestora.Competências da administração da trilha:I – elaborar, aprovar e executar o Plano de Implantação e Gerenciamento do Projeto.II – promover educação, pesquisa e proteção ambiental, turismo e o lazer compatível com a finalidade de difundir o valor multicultural da flora, fauna e recursos naturais, bem como sua utilização sustentável;III – proteger o bem ambiental na trilha ecológica, mantendo vigilância e controle sobre a ocupação e utilização do espaço associado ao projeto;IV – realizar de forma sistemática e organizada, registros e documentação administrativa da trilha ecológica;V – registrar e arquivar para acervo público os projetos ambientais cadastrados vinculados a trilha ecológica, visando à plena utilização para conservação e preservação da natureza, para pesquisa científica e educação,

Blog da Escola Estadual Pedro Maciel do Itaí: http://escolapedromaciel.blogspot.com/2009_08_01_archive.html

Na festa dos 70 anos - em 2008 - o Esporte Clube São Luiz segura a pressão do Internacional de Porto Alegre

 
    O ano era 2008, o dia 20 de fevereiro, data em que o Esporte Clube São Luiz de Ijuí completava seus 70 anos de existência, e para tal evento uma grande festa foi preparada e realizada na baixada: a presença do Esporte Clube Internacional de Porto Alegre.
Larley tenta uma jogada no empate do Internacional de Porto Alegre com o São Luiz

    A Equipe aniversariante saiu na frente, cedeu o empate, mas no final resistiu à pressão colorada.
Comemoração do gol colorado

    O acontecimento foi destaque na imprensa nacional. Veja aqui a reportagem completa feita pela editoria do Globo Esporte: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Internacional/0,,MUL307070-4410,00.html



Veja também a notícia sobre o jogo no site oficial do internacional: http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=2&setor=18&secao=&codigo=6448

sábado, 25 de dezembro de 2010

Associação Tradicionalista Querência Gaúcha

 

Fonte:   Blog da Marli M. Siekierski
Publicado em 24/09/2012. Disponível em: http://www.ijui.com/blog-da-marli-m-siekierski//39924-folclore-etnia-associacao-tradicionalista-querencia-gaucha.html

“Gaúcho eu sou.
Nasci feliz.
Nesta terra formosa onde estou
Sob o céu deste lindo país.
Vim lá de fora...”

(Trecho da Canção do Gaúcho de José Claudio Machado)

O amor pelas tradições do Rio Grande do Sul é muito forte. Quem nasceu aqui ou quem veio de outros países forma esta imensa corrente de amor pela cultura gaúcha.
Podemos ter ascendência indígena, alemã, africana, árabe, austríaca, espanhola, leta, lituana, italiana, portuguesa, polonesa, sueca, russa, japonesa, argentina, uruguaia, paraguaia ou outra, das tantas que constituem a população do Rio Grande do Sul, não importa.
O que vale é o respeito e a valorização de cada ser como pessoa, sua origem, laços familiares e o sentimento cultivado tanto pelos nativos ou que passou a cultivar pela terra que acolheu os povos que aqui chegaram, ou seja, o querido Torrão Gaúcho.
Os versos rimados, a música, a dança acompanhada do chimarrão gostoso cercado de símbolos e elementos enriquecedores desta cultura são cultuados nos galpões e querências do interior e da cidade.
Ijuí, município situado na região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul é o berço do tradicionalismo gaúcho, pois em 1943, um grupo de pessoas amante dessas tradições, fundou o primeiro Centro de Tradições Gaúchas do Estado, o CTG Farroupilha, uma das onze entidades que congregam a Associação Tradicionalista Querência Gaúcha, a qual integra a UETI, União das Etnias de Ijuí.
E para conhecer um pouco da história e os elementos folclóricos ligados à tradição gaúcha que estarão sendo mostrados no desfile étnico no próximo dia 30 de setembro, apresentamos a pesquisa e organização de Vera Lúcia Klein Rodrigues, Diretora Cultural da Querência Gaúcha.

ASSOCIAÇÃO TRADICIONALISTA QUERÊNCIA GAÚCHA

Primeiramente denominada “Entidade Tradicionalista Querência Gaúcha”, fundada em 13 de março de 1990, pelo então Patrão: Major Maximiliano Bogo e Patrão de honra: Aldo Patrocínio de Azambuja.
A partir de 16 de dezembro de 2001, passa a ter a denominação atual: “Associação Tradicionalista Querência Gaúcha”.
Sua sede é o galpão crioulo, localizado no Parque Regional de Feiras e Exposições Wanderley Agostinho Burmann, BR 285, Ijuí RS.
Tem por objetivo a reunião das entidades tradicionalistas de Ijuí, legalmente constituídas e associadas.
O desenvolvimento de atividades de cunho artístico-cultural, social, esportivo e campeiro adstringindo-se, especialmente, ao Folclore e à Tradição Gaúcha, em suas variadas, puras e autênticas manifestações.
 Colaborando com os poderes públicos, organismos estatais e entidades privadas, em atos cívico-patrióticos e outras iniciativas que exaltem e preservem o patrimônio artístico e cultural do Rio Grande do Sul. Movimento Tradicionalista Gaúcho, integrado às onze Etnias, à qual, desenvolve a prática cultural durante a EXPOIJUI-FENADI, além de oferecer a culinária gaúcha em sua casa.
A Associação das Entidades Tradicionalistas de Ijuí rege-se sob a égide da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho, aprovado no VIII Congresso Tradicionalista de 1961, em Taquara, RS.

Compõe-se, atualmente, das seguintes Entidades:

- Centro de Tradições Gaúchas Clube Farroupilha,
- Centro de Tradições Gaúchas Laureano Medeiros,
- Centro de Cultura Nativa Piazito Carreteiro,
- Centro de Tradições Gaúchas Avô Maragato,
- Grupo de Folclore Fogo de Chão,
- Grupo de Folclore Chaleira Preta,
- Grupo de Arte Nativa Cabo Toco,
- Grupo de Folclore Chão Batido,
- Centro de Tradições Gaúchas Querência Xucra,
- CTG Aurora Pampeana
- CTG Velho Vargas.

A Patronagem atual está assim constituída: 2012 /2013

Patrão : Diomar Luis Kramer
1º Capataz: Rodrigo Darós
2º Capataz: Loivo dos Santos
Capataz Geral: João da Silva
1º Sota-capataz: Viviane da Silva
2º Sota-capataz: Vilmar Pereira
1º Agregado das Pilchas: Lairton R.F. de Souza
2º Agregado das Pilchas: Orione  Nunes Rodrigues
1º Agregado Campeiro: Luis Cavinato
2º Agregado Campeiro: Altemir Thomé
3º Agregado Campeiro: Marcelo Dezordi
1º Diretor Cultural: Vera Klein Rodrigues
2º Diretor Cultural: Susana dos Santos Kramer
1º Diretor Artistico: Mara Oliveira
2º Diretor Artistico: Clair Rosane
3º Diretor Artistico: Maria Nicoleti

Conselho Superior: 1º Luis Martins, 2º Nilva Brum Oliveira e 3º Ademar Mariano Oliveira.

Para este desfile os gaúchos apresentam:

Em primeiro plano os Símbolos Oficiais:

O Hino, a Bandeira e o Brasão de Armas.

Bandeira: A bandeira gaúcha, com o formato que tem hoje, apareceu durante a campanha republicana no Brasil, ocorrida na segunda metade do século XIX, porém tem sua origem na época da Revolução Farroupilha, quando os farrapos utilizavam como bandeira um pavilhão onde figuravam as cores amarelo e verde (da bandeira do Brasil), separados pela cor vermelha, maragato, significando o desejo de república.

Brasão de Armas: O Brasão foi adotado pelo mesmo decreto que instituiu o Hino e a Bandeira do Estado. Acredita-se que foi desenhado originalmente pelo padre Hidelbrando e em arte final pelo Major Bernardo Pires, sendo muito semelhante ao usado na época dos farrapos. O brasão é o mesmo que aparece no centro da bandeira estadual.

Sob o brasão, Lê-se o lema "Liberdade, Igualdade, Humanidade". Lema esse que tem origem  na Revolução Francesa. No centro está um barrete frígio, um símbolo republicano desde a queda da Bastilha.

O brasão rio-grandense é o mesmo da época dos farrapos com algumas pequenas modificações. Por isso possui a inscrição "República Rio-Grandense", junto com a data do início da Revolução Farroupilha, 20 de setembro de 1835, data amplamente comemorada no estado.

HINO: O Hino Rio-Grandense tem letra de Francisco Pinto da Fontoura, música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real.

Em seguida, outros símbolos do nosso Estado, estabelecidos por leis:

ÁRVORE SIMBOLO: “ERVA MATE”

A importância do mate na formação do Gaúcho foi além do aspecto econômico, pelo seu uso generalizado tornou-se tradicional.
O uso de erva-mate remonta aos índios guaranis que habitavam este território.     Segundo várias fontes históricas, inicialmente o mate era usado somente pelo feiticeiro ou pajé que recebia inspiração e proteção, atribuindo seu uso a Tupã (Deus do Trovão) que transmitia suas virtudes através dela.
O mate logo passou dos índios para os conquistadores, e daí para os mestiços, crioulos, negros, açorianos e colônias de imigrantes, atravessando o tempo como algo valiosíssimo, conservando suas características e confirmando a tradição popular até nossos dias.

PÁSSARO SIMBOLO:  “O QUERO-QUERO”

Ave tradicional dos campos gaúchos, com o chamativo de preto,    branco e cinzento na plumagem, o penacho na cabeça com cauda branca e os olhos vermelhos, é facilmente encontrado em todas as estações do ano.
Chamado de “Sentinela dos Pampas” está sempre em alerta, noite e dia, dando sinais à grande distância de quem se aproxima. Vê-lo cruzando no céu ou ouvi-lo cantando ao longe é como receber boas-vindas por estar no RS.

* FLOR SIMBOLO: “ BRINCO DE PRINCESA” Sua indicação como flor-símbolo, foi devido ao seu aspecto de grande beleza, facilidade de cultivo e potencial paisagístico.

*ANIMAL SIMBOLO: “O CAVALO CRIOULO”

Rústico, resistente e versátil. Sempre fiel, foi o guerreiro dos índios.   Hoje, mesmo com o avanço tecnológico, o cavalo ainda não pode ser substituído por máquinas nas lidas de campo. Talvez, porque no pensamento mais profundo, o homem não queira perder este,  muitas vezes, membro da família, outras tantas, amigo - como se pode sintetizar esta relação de afeto entre o gaúcho e seu cavalo.

*  PLANTA MEDICINAL – “A Marcela ou Macela”

*A BEBIDA –  “o  Chimarrão”
O mate também simbolizou, ao longo dos séculos, a hospitalidade do gaúcho, que é uma das marcas tradicionais do nosso povo.

* O PRATO TÍPICO- “Churrasco”
Surgiu no Rio Grande do Sul no século 17. Era feito em um buraco no chão e a carne temperada com cinza. Com o tempo novas técnicas foram aperfeiçoando o preparo do churrasco. Hoje em qualquer lugar do Brasil encontram-se gaúchos servindo o prato típico.

*O INSTRUMENTO MUSICAL- “a Gaita”
O deputado Gilmar Sossella protocolou perante a Assembléia Legislativa um projeto com a pretensão de resgatar a história de um instrumento que faz parte da história musical do Estado e que está presente na maioria das composições regionalistas.
Os primeiros registros da sua presença no Brasil remontam à guerra do Paraguai, mas ela só se tornou verdadeiramente popular no país no final do século XIX, com as levas de imigrantes italianos, que traziam consigo os seus acordeões.

* A ESCULTURA SÍMBOLO- “O Laçador”
Estátua do Laçador é patrimônio histórico e cultural do RS, Lei estadual nº 12.992. Localizado na entrada da capital, Porto Alegre. Esse monumento é a representação do homem rio-grandense, que com sua pilcha (traje típico gaúcho) e suas boleadeiras, transparece a cultura de seu povo. Criada pelo artista Antônio Caringi, a estátua foi originalmente feita em gesso e posteriormente reproduzida em bronze. O tradicionalista Paixão Cortês foi a inspiração para a criação do monumento, que mede 4,45 metros de altura e pesa 3,8 toneladas.
No carro alegórico, os gaúchos apresentam um pouco dos seus “Usos e Costumes” sob o título de  “COISAS NOSSAS”...
Fogo de chão, chaleira preta, “roda de chimarrão”, o churrasco, pelegos, tertúlia dos gaúchos tocando violão, gaita e cantando, a chula e o fandango.

JOGO DE TRUCO  ( NO CHÃO) ( APRESENTADO PELA INVERNADA DO CTG C. FARROUPILHA)
O Jogo de Truco tem como finalidade, um lazer sadio, criar novas amizades, oportunizar a confraternização entre peões e prendas.

PRENDAS E PEÕES COM INDUMENTÁRIAS DE ÉPOCA
( estancieiros- chiripá-  bombacha...)

SÃO COISAS DE GAÚCHO:
O apego à Querência, à Pátria, aos valores  e educação...
A Preservação da Cultura...
O apego ao fogo de chão, ao mate, à tertúlia, ao churrasco...
A sua indumentária típica do homem do campo, bombacha, bota e espora
Lenço no pescoço, faca na cintura e o laço na mão...
 
SÃO COISAS NOSSAS:

O apego à família...
Às nossas prendas bonitas
Sempre mulheres  guerreiras
Que lutam e são faceiras
Ao lado do seu peão...
Apego aos fandangos e cantorias...
Apego a festas religiosas como  O Terno de Reis
Apego a muita alegria com uma Carreira de Bois.
Apego ao simples jogo do ” Osso”, Sete em Portas e ao Truco !
Que outro grita Retruco! Prosseguindo a diversão...
E assim é o povo gaúcho...
Que se apega também ao novo, mas não descuida a Tradição!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Principais efemérides de Ijuí entre os anos de 1890 - 1940


     Efemérides significam segundo a Wikipédia em latim, "memorial diário", "calendário" (ephemèris,ìdis), ou, em grego, "de cada dia" (ephémerís,îdos). A palavra efêmero/a ("que dura um dia") tem a mesma etimologia.
    Uma efeméride é um fato relevante escrito para ser lembrado ou comemorado em um certo dia, ou ainda uma sucessão cronológica de datas e de seus respectivos acontecimentos. Há a possibilidade de classificá-la de diversas formas, como, por exemplo, histórica, vexilológica ou hagiográfica.
     Na revista e Álbum Comemorativo do Cinqüentenário de Ijuí, publicado no dia 19 de outubro de 1940 encontramos de forma ordenada o primeiro registro histórico das principais efemérides do município de Ijuí, levantadas desde quando da fundação da Colônia de Ijuí até o registro das grande Exposição Agro-Pecuária-Industrial realizada no dia 19 de outubro de 1940, durante as festividades do cinqüentenário de Ijuí.
     Reproduzimos abaixo a seqüência de páginas publicadas no Álbum Comemorativo ao Cinqüentenário que relacionam cronologicamente os principais fatos e acontecimentos da cidade de Ijuí até 1940:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Primeiro voo Ijuí - Porto Alegre pela VARIG em 1954


Envelope comemorativo com o carimbo do primeiro voo Ijuí - Porto Alegre realizado pela VARIG no dia 12 de janeiro de 1954.

Debate e polêmica: Presença de representação indígena na FENADI


 Aldo Berro, professor de história em Ijuí, pesquisador de culturas, sociedades e povos antigos, através de um excelente artigo em seu blog:http://alboberro.blogspot.com/2010/10/fenadi-2010-polemica-etnica.html levanta o debate e a polêmica sobre a presença ou não de representação dos povos indígenas dentro do Movimento Étnico denominado de FENADI - Feira Nacional das Culturas Diversificadas de Ijuí, sugrido em 1985, e realizada anualmente nas dependências do Parque de Exposições Wanderley Burmann.
O questionamento de Aldo surge diante do fato de que a FENADI foi criada com o principal objetivo de “resgatar” algumas coisas das culturas dos grupos “colonizadores” que vieram aqui se instalar para tornar  possível a existência da Colônia de Ijuí. Portanto, como a cidade de Ijuí foi formada exclusivamente por famílias de colonos europeus oriundos das colônias velhas já criadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul no século XIX, não há embasamento histórico e social da participação e o envolvimento dos grupos indígenas ou ameríndios na proposta da FENADI, sem que com isso venhamos desvalorizar ou reconhecer que certamente, antes mesmo do “homem branco” chegar por aqui, eles já habitavam essas terras, e certamente também tiveram um papel importante na construção e progresso da cidade de Ijuí.
No final do artigo Aldo coloca ainda: “...Se a questão é se deve-se ou não criar um espaço para os “índios”, é claro que sim, mas com o devido respeito e importância que os mesmos merecem, e principalmente que nós historiadores, os ajudemos a resgatar a historia que os ditos civilizados fizeram questão de destruir, pois hoje se os indígenas estão na condição que estão é porque perderam sua cultura, destruída pelos colonizadores, e pelo preconceito de pessoas que os vem como diferentes do homem branco e que não devem ter uma vida contemporânea, com todas as comodidades que temos”.