segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Série Etnias que colonizaram o município: Árabes - Casa de Cultura de Ijuí




Casa de Cultura Árabe de Ijuí

Através da remissão dos costumes e tradições em diversas explanações características, culminou a fundação do Centro de Cultura Árabe em 14 de janeiro de 1989. E data de 20 de junho de 1990 a inauguração de sua casa típica. Hayat, fundado em 15 de Julho de 1996, significa "Vida", apresenta em seu repertório a tradicional dança do ventre com destaque para a sensualidade e beleza, em movimentos cadenciados das bailarinas, nas danças folclóricas a força e a maestria dos passos fortemente marcados pelos bailarinos se destaca.

  Histórico

A cidade universitária de Ijuí, no ano de 1987, agregou de braços abertos a  sua  cultura  um  significativo movimento,  cuja finalidade principal era reunir, em  uma  única  festa,  as  diferentes  etnias que formaram e consolidaram suas bases sociais. Esta busca pela integração destes variados povos, através da remissão dos costumes e tradições em diversas explanações características, culminou na Festa Nacional das Culturas Diversificadas, a Fenadi, que hoje representa uma das festas da América Latina.
Por estímulo desta feira, famílias de imigrantes árabes – libaneses e palestinos lançaram no ar suas aspirações e seus desejos de verem organizados em um só, suas músicas, costumes, a gastronomia e a cultura de seus países de origem. Com isto, cresceu o entusiasmo destes povos, que no dia 20 de junho de 1989 fundaram o Centro Cultural Árabe, tendo como principais finalidades: a) cultivar, propagar e preservar a história árabe, bem como incentivar o intercâmbio árabe com todas as etnias; b) promover cursos e atividades cívicas que possam cultivar as tradições árabes legadas pelos antepassados de seus associados.
Seus estatuto foram registrados no Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Comarca de Ijuí no dia 20 de dezembro de 1989, no livro A-1, fls. 119vº, nº 241, antecedido de publicação no Diário Oficial do Estado, edição de 28 de novembro de 1989, onde constam como seus fundadores os seguintes: Ibrahim El Ammar, Samir El Ammar, Miriam Grimm, Jommar Grimm, Margarida Yasin, Âmena Whays, Jamal Yasin, Mustafá Yasin, Mounir Hatem, Wardy Kappel, Azize Ahmad, Nádia El Ammar, Sílvia Furian, Malvina El Ammar, Tânia Deboni, André Yasin, Nawal Hatem, Maria Antonieta Obara, José Obara, Renato El Ammar, Renée El Ammar, Yousef Ahmad, Mahmud Hatem e Elizabete El Ammar.
Também foi obtido junto a Secretaria da Receita Federal o registro no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas – CNPJ, em data de 27 de outubro de 1989.
Concretizada a organização do Centro Cultural Árabe de Ijuí, os integrantes da etnia assumiram o desafio de construir a sua casa típica para o ano do centenário da colonização do município (1990).
 O projeto, baseado na arquitetura árabe, foi elaborado pelo engenheiro Carlos Whays, de Ijuí, e o lançamento da pedra fundamental ocorreram em outubro de 1989. Logo começaram a ser desenvolvidas atividades voltadas a levantar recursos para a concretização da obra, como rifas, livro ouro e jantares.
Essas campanhas, realizadas tanto em âmbito municipal como na região, foram exitosas, possibilitando que, em curto prazo, a sede fosse concluída. Lindas janelas, vitrais, piso, pinturas, quadros e cores consolidaram e fixaram definitivamente, no parque Wanderley Augustinho Burmann, em 25 de junho de 1990 através da inauguração de sua casa típica, que acabou por consumar toda a magia, o mistério e o encanto da sincronia das linhas estruturais e demonstrativas que nos transportaram ao mundo árabe, que pela decoração fielmente inspirada. Ao longo dos anos foram feitas ampliações e melhorias, tanto internas quanto externas, tornando o local cada vez mais acolhedor e ponto de integração da etnia árabe com a comunidade local e regional.
A partir da integração ao movimento étnico, a Casa de Cultura Árabe elegeu sua primeira diretoria no ano 1989, que ficou assim constituída: Presidente – Samir El Ammar,; vice-presidente – Mustafá Rachid Jader Yasin; secretário – Ibharim El Ammar; tesoureiro – Mounir Hussein Hatem.
Por não ter sido encontrado o livro de atas com os registros das eleições posteriores, não foi possível preceder datas dos mandatos das diretorias, nem mesmo os nomes. Por esse motivo, nos valemos de alguns relatos para, poder deixar registrado para história da etnia árabe.
Os irmãos Ibraim El Ammar e Renato El Ammar exerceram a presidência em períodos distintos, assim como Jamal Yasin (1990) e Ademir Mina (1995). Uma nova diretoria é constituída em 1997, estava formada por: Presidente – Samir El Ammar; vice-presidente –Yousef Ahmad; secretária – Amena Yasin Wayhs, Nasser Jalil e Ibrahim El Ammar (titulares) e Hussein Hatem e Mustafá Yasin (suplentes); comissão de obras – Mounir Hatem, Ibrahim El Ammar e Mahmud Ali; comissão de patrimônio – Ademir Mina, Renato El Ammar e Mustafá Yasin; comissão sócio-cultural – Nawal Hatem e Hussein Hatem.
Em 1999 é constituída uma nova diretoria composta por: presidente – Mounir Hatem; vice-presidente – Ibrahim El Ammar; tesoureira – Amine Hatem; secretária – Maclóvia Ammar; conselho fiscal – Naza Andary, Mustafá Rachid e Ademir Mina; departamento cultural – Nawal Hatem, Hussein Hatem e Elizabete El Ammar.
Já no ano de 2000 a etnia árabe ficou composta por uma nova diretoria sendo ela: Presidente – Mounir Hatem; vice-presidente – Monzer Ammar; tesoureira – Amine Hatem; Secretária- Maclóvia Ammar; conselho fiscal – Naza Andary e Mustafá Rachid; departamento cultural – Hussein Hatem e Elizabete El Ammar.
Mounir Hatem ocupou o cargo de presidente da etnia árabe no período de 2000 ao ano de 2004, sendo empossado novamente no ano de 2005, ficando constituída a diretoria por: Presidente Mounir Hatem; vice-presidente – Hussein Hatem; secretária – Amine Hatem; Cultural – Vantuir Patrick Vione.
Em 2008 e 2009 a Casa árabe estava sob a diretoria de: Presidente – Hussein Hatem; vice-presidente – Márcio El Ammar Muller; tesoureira – Samantha Diniz Violin; secretária – Amine Hatem; conselho fiscal – Mohamed Hatem, Silvia Furian El Ammar.
Amine e Hussein Hatem assumiram a presidência da etnia árabe no período de 2010 e 2011.

Atual diretoria:

Atualmente, a Casa de Cultural Árabe, é presidida por Renée El Amar, como vice-presidente Mustafá Rachid Yassin, tesoureira – Azizeh Youssef Ahmad; secretaria – Amine Hatem; conselho fiscal – Jeber El Ammar, Hussein Hatem e Samir El Ammar; diretor sócio-cultural – Vantuir Patrick Vione. Esta diretoria permanecerá por dois anos.
O ambiente que é desenvolvido pela Casa de Cultura Árabe reforça a idéia de que é preciso manter vivos em uma sociedade os laços pátrios de todas as origens, que de uma forma ou outra ajudaram na sua construção, com decisão, força e coragem.

Fonte: Texto extraído do site da Etnia Árabe, no site da EXPOIJUI/FENADI 2012. Disponível em: http://www.expoijuifenadi.com.br/publicacao-188-expofenadi.fire

 HAYAT 2010

  A essência e pureza da alma através dos movimentos da dança.

A exigência tradicionalista ainda não estava totalmente saciada. Era preciso, então, homologar o folclore dos países do Oriente Médio. Buscando isto, a Casa de Cultural Árabe fundou, a 15 de julho de 1996, o Grupo de Danças Hayat, que veio por integrar definitivamente todos os laços culturais que ainda não haviam sido exaltados.
Revelando o magnetismo das danças folclóricas árabes e toda a sensualidade feminina, o Grupo Hayat, que significa vida, oferece um trabalho, que amalgama técnica, estilo, classe e beleza.
O grupo é hoje uns dos únicos do estado que comporta a dança do ventre e danças folclóricas árabes, o representante oriental de Ijuí começou, a tomar corpo em 1995, quando representantes de outra etnia aceitaram gentilmente, a convite da casa de cultura, atuarem em uma coreografia com movimentos tipicamente árabes. Surgiu aí o embrião deste singular grupo Hayat.
Através da milenar e sedutora Dança do Ventre que recupera uma parte da história e cultura do Oriente e escancara a sagrada e intocável sensualidade que faz parte de toda mulher, e das demais danças folclóricas, compostas por fortes batuques e fortes batidas, que são verdadeiramente belas em seus movimentos, graciosidade e expressividade dos bailarinos, fundem-se harmoniosamente com as melodias ricas em ritmos contagiantes, transmitindo aos espectadores toda a energia e a graciosidades das músicas árabes, o Hayat consegue envolver quem assiste e transportar bailarinos e espectadores pelo tempo.
O grupo árabe, manifesta a leveza dos passos das bailarinas e a maestria dos passos dos bailarinos através de uma contagiante simpatia, comum a todos. Sua primeira aparição ao público foi no baile de abertura da Expo Ijuí Fenadi de 1996.
Durante o período de 1996 ao ano 2000, a libanesa Nawal Hatem assumia a coordenação e coreografia do grupo. Depois, essa responsabilidade passou a ser dividida por cinco dançarinos no período de 2000 ao ano de 2001, foram eles: Analú dos Santos, Bernardino Nicoletti, Bruna Zeni, Letícia Kunzler e Vantuir Patrick Vione.
Após esse período a coordenação e coreografia passou a ser responsabilidade de Vantuir Patrick Vione (mais conhecido em nossa cidade como Tick) e como conselheira Amine Hatem, está equipe trabalhou de 2002 até o ano de 2007.
Em 2008 e 2009 o grupo Hayat foi coordenado por Flávio de Lima, Luciana Martins e Amine Hatem, as danças foram coreografadas por Alessandra Cavalheiro. A partir de 2010 até o perante momento Alessandra Cavalheiro é a atual coreógrafa do grupo Hayat.
 Além das apresentações que faz, anualmente, nas edições da Expoijuí e Fenadi e em variadas promoções da cidade de Ijuí, o Grupo de Danças Hayat tem participado, sempre com destaque, em diversos eventos festivos por todo o Estado do Rio Grande do Sul e Estados vizinhos.
No ano de 2006 foi criado o grupo infantil de danças, que recebeu a denominação de Shamsy, que significa sol, claridade e iluminação. Esse grupo foi composto por Nayala Azanki Hatem, Lamys Azanki Hatem, Bruna El Ammar, Rafaela El Ammar, Kelly El Ammar Câmera, Gabriela de Jesus e Caroline Cunha. No período de 2006 e 2007 o Grupo Shamsy foi coreógrafo por Vantuir Patrick Vione e no ano de 2008 à 2010 por Alessandra Cavalheiro.
A postura que a comunidade assumiu depois de conhecer mais especificamente a plenitude das danças árabes e toda a beleza de sua cultura, explica a importância do trabalho realizado pelo Grupo de Danças Hayat e Shamsy.

Fonte: Texto extraído do site da Etnia Árabe, no site da EXPOIJUI/FENADI 2012. Disponível em: http://www.expoijuifenadi.com.br/publicacao-187-expofenadi.fire

Culinária Árabe: Kibe assado




Ingredientes:

Massa
- 1 kg de patinho bem moído
- 1 cebola média ralada
- 4 copos de trigo escuro fino
- 1 copo de semolina
- Sal à gosto
- Água

Recheio 
- ½ de patinho moído
- 4 cebolas picadas
- ½ copo de nozes moídas
- 3 colheres de sopa de manteiga
- Sal à gosto
- 1 colher de sopa de pimenta síria
- 1 colher de sobremesa de canela em pó
- 250 g de mussarela
- 250g de queijo prato ou catupiry

 Modo de Preparo:
Massa – lave o trio na água fria e escorra o excesso de água. Misture bem o trigo com a carne, o sal a cebla, e a semolina. Acrescente a água aos poucos até obter uma massa macia.
Recheio – refogue na manteiga a cebola e a carne até cozer. Desligue o fogo e acrescente o resto dos ingredientes, menos os queijos.
Montagem – unte uma assadeira com azeite e distribua no fundo uma camada com a metade da massa. Despeje o rechei por cima. Distribua uma camada com os dois queijos por cima do rechei. Cubra tuco com a outra metade da massa do kibe no formato desejável antes de assar. Pincele azeite de oliva extra virgem e asse em forno pré-aquecido a 180°C até ficar da cor marrom escuro.

Kibe Frito

Ingredientes:

Massa:
- 1kg de trigo para quibe
- 500g de patinho
- 1 cebola grande
- 1 colher de chá de sal
- ½ colher de chá de pimenta síria
- Óleo para fritar
- Água gelada para modelar

Recheio
- 500g de patinho moído
- 2 colheres sopa de manteiga
- 3 cebolas picadas
- Folhas de hortelã a gosto
- ¼ colher chá de sal
- ½ colher de pimenta síria
- 1 pitada de canela em pó

Modo de preparo:

Massa: deixe o trigo de molho na água por 15 minutos, escorra a água e esprema com as mãos para tirar o excesso. Misture o trigo e o vinho. Como sobremesas, as mais tradicionais são harissa - doce de semolina, e água de rosas, raha – goma doce. Pode-se mesmo dizer que a culinária árabe dá prazer para o corpo e para a alma. Nessa cultura, o comer faz parte da própria existência.

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